Toda a pompa de Kanye West
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Toda a pompa de Kanye West

Ana Clara Jabur

12 de novembro de 2011 | 22h58

Lipe Fleury – estadão.com.br

É impossível dizer qual será o próximo passo para Kanye West, o homem do momento. Surgir no palco montado em um tiranossauro robótico, enquanto jatos supersônicos sobrevoam a cena deixando para trás uma trilha de fumaça soletrando seu nome parece uma possibilidade real a esta altura. Se ainda não chegaram a este ponto, as apresentações do notoriamente egomaníaco rapper chegam a ser duvidosas, de tão pomposas.

O telão anuncia o “Primeiro Ato” do show, no que um pano habitado por personagens mitológicos é revelado ao fundo. Em uma tentativa de parecer mais carismático, Kanye cantou a primeira música sobre um pequeno pódio no meio da plateia, enquanto uma trupe de quase vinte bailarinas ornamentava o palco.

As inventivas bases das faixas de My Beautiful Dark Twisted Fantasy (2009), que samplea do progressivo do King Crimson ao melancólico folk do Bon Iver, não funcionam tão bem ao vivo como no elogiado álbum. De qualquer maneira, as rimas do cantor, pontuadas pelo irritante efeito do auto-tune, convencem o público. Igualmente aclamado e controverso, desfila sob uma chuva de faíscas e um elaborado show de luzes confiante de que é a salvação da música, e “a voz de uma geração”, como chegou a proclamar há alguns anos.

Kanye parece enjoado de tanta atenção em alguns momentos, o que pode ser um bom sinal. A compreensão de que atribuir tanta importância a si mesmo resulta em uma personalidade aborrecida e enfadonha deve lhe fazer bem.

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