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Jamiroquai ainda tem lenha pra queimar

Ana Clara Jabur

29 de setembro de 2011 | 23h18

 

Jotabê Medeiros

Jay Kay conseguiu de novo. Do pop que se apresentou no Palco Mundo até agora, o seu é um dos mais sofisticados – funk, acid jazz, música de improvisação coletiva e uma pulsão dançante que foge do óbvio (ao contrário da colega Kesha, que subiu antes dele ao palco, uma versão glitter de Britney). O vocalista, band leader, MC, dançarino e ególatra-rotativo do Jamiroquai parecia ter esgotado sua capacidade de se reinventar, mas o show dele foi de grande combustão.

Abrindo com Rock Dust Light Star, do seu disco mais recente, de 2010, e seguindo adiante com Main Vein (de A Funk Odissey, de 2001), Cosmic Girl (single de 1997) e High Times (emprestada da essência dos singles do Jamiroqui, de 1992 a 1996), Jay Kay foi mostrando que dá para fazer festa sem abrir mão da versatilidade. Seu vocal, derivado do de Stevie Wonder, fez dançar os anos 90 com a pulsão da mais moderna música de festa. Essa mistura mostrou que ainda tem lenha pra queimar na noite de hoje.

Acompanhado só pela guitarra, Jay Kay mostrou que seu ego grande demais para seu tamanhinho tem alguma justificativa. Ele completou seu set com Love Foolosophy, Travelling, o megahit Deeper Underground e, para finalizar, White Knuckle Ride.

 

 

 

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