Irlandês Hozier promete cantar o fim dos tempos em novo álbum

O Estado de São Paulo

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Por Pedro Rocha, especial para o Estado

Já se vão quatro anos desde que o cantor irlandês Hozier conquistou o topo das paradas de todo o mundo com seu single de estreia, Take Me To Church. A canção chegou a ser indicada à ser a música daquele ano na premiação do Grammy. Ainda em 2014, lançou seu primeiro álbum, que levou seu próprio nome.

Desde então, o público tem esperado o disco seguinte do cantor, que está para sair. Mas, antes, ele resolveu lançar quatro músicas inéditas num extended play, ou EP, intitulado Nina Cried Power. “Gravamos algumas músicas e eu quis dividir com os fãs, que estão esperando há um bom tempo desde o meu último lançamento”, explicou o cantor numa conversa com o Estado por telefone, diretamente de Paris, onde estava para realizar um show.

“É também uma forma de exemplificar o trabalho que tenho feito nos últimos tempos e que está por vir no novo álbum”, afirmou o artista, que comemora a turnê feita pela Europa para promover o EP. “Tem sido muito divertido, tenho tocado com diferentes músicos e o público tem sido ótimo. As músicas são bem inspiradoras para se tocar ao vivo.”

O cantor irlandês Hozier. Foto: Divulgação

Nina Cried Power abre com uma música de mesmo título, que serve como uma nota de agradecimento do cantor a seus ídolos, como Bob Dylan, John Lennon e Nina Simone. “Não é o despertar, é o levantar”, ele canta na música

“A canção é para músicos que tiveram um espírito de protesto em seus trabalhos, cantaram em tempos difíceis de se escrever sobre temas importantes”, disse Hozier, que destaca o exemplo de Mavis Staples, que fez músicas de protesto com inspiração em Martin Luther King Jr, e quem ele convidou para dividir os vocais da canção.

São artistas de gêneros musicais bem diferentes, mas que inspiram o trabalho de Hozier, de alguma forma. O cantor, de 28 anos, ficou conhecido por misturar ritmos em suas composições, que vão do rock e folk até o soul e a música gospel. “Eu não conseguiria definir o meu gênero musical, gosto de elementos bem diferentes.”

O cantor, que na última semana lançou Movement, a primeira música de seu próximo disco, adiantou que o novo álbum deve manter a mistura de ritmos. “O disco vai seguir um caminho bem natural do EP, tem algumas músicas bem alegres e com influência do folk”, afirmou. “Os elementos da música soul também estão muito presentes.”

Mesmo com os diferentes ritmos, Hozier conseguiu se inserir bem na música pop mundial. Com Take Me To Church, acumulou certificados de platina e se apresentou em grandes programas de TV norte-americanos, além de eventos tradicionalmente ocupados por artistas pop, como o desfile de moda Victoria’s Secret Fashion Show.

Recentemente, num programa de rádio britânico, fez um cover da música Sorry Not Sorry, da cantora americana Demi Lovato. “A Demi tinha feito um cover de uma música minha no mesmo programa, há cerca de um ano, achei que era uma boa maneira de retribuir o carinho”, ele explica. Hozier diz não fugir do pop. “Eu gosto da música pop, é o que ouvimos o tempo todo no ônibus da turnê.”

Fim do mundo

Hozier promete que seu novo álbum, que ainda não ganhou o seu título oficial, deve ser lançado muito em breve. “Bem no começo do próximo ano, deve sair já nos primeiros meses”, adianta. Segundo o cantor, algumas das músicas do novo trabalho imaginam o fim do mundo acontecendo. “No EP já tem músicas que cantam um final do mundo, mas de maneira alegre.”

A questão apocalíptica não é mítica, tem a ver com o clima de instabilidade político-social em que vive todo o mundo atualmente. “Definitivamente há uma sensação de fim do mundo pairando no ar.” Se vai se concretizar, no entanto, ele não sabe dizer. “Mas são tempos sombrios, todos devemos estar preocupados.”

Antes que o mundo chegue ao seu fim, Hozier espera fazer, no ano que vem, com a turnê do novo disco, o seu primeiro show no Brasil. “Estamos começando a planejar a turnê, o Brasil é um grande sonho para mim.”

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