‘Insensato Coração’ estreia com sangue e sequestro
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‘Insensato Coração’ estreia com sangue e sequestro

Marcio Claesen

17 de janeiro de 2011 | 23h35

Paola Oliveira, Eriberto Leão e Fernanda Machado em “Insensato Coração”. Foto: Divulgação/TV Globo

As relações familiares podem ser o centro da história de Insensato Coração, mas o primeiro capítulo foi marcado por ódio e vingança com direito a sangue, mortes e sequestro. A novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que substituiu Passione, na Globo, a partir desta segunda-feira, 17, teve um início atípico para produções do horário das nove que geralmente investem em locações no Hemisfério Norte em seus primeiros capítulos. Se não se saiu do Brasil por enquanto, sobraram referências de norte a sul do País, com ênfase em Florianópolis, onde se desenrolará alguns núcleos da trama até o capítulo 60. E há o Rio de Janeiro, claro, cidade tão cara à dupla de autores quanto São Paulo o é para Silvio de Abreu, autor da antecessora.

A despeito de Gabriel Braga Nunes ter recebido toda a atenção da imprensa por seu retorno a Globo em papel de destaque, foi outro ex-Record (que assim como ele também já foi um global) quem deu a tônica do primeiro capítulo: Tuca Andrada. Após sair da prisão, ele procura Vitória (Nathália Timberg) enraivecido por ter sido preso, segundo ele, injustamente, e planeja o sequestro de um avião onde estão as netas da milionária, Marina (Paola Oliveira) e Bibi (Maria Clara Gueiros) para matá-las e fazer Vitória sofrer.

É Pedro (Eriberto Leão), que é piloto, em gesto heróico, quem põe fim ao sequestro. Ele e Marina, conhecendo-se nesta situação limite, irão se apaixonar e enfrentar os reveses típicos que não deixam os mocinhos das novelas consumarem seu amor.

O capítulo inicial ainda apresentou alguns personagens importantes como Natalie (Deborah Secco), uma ex-participante de reality show, que já mostra ser capaz de muita coisa para recuperar seus 15 minutos de fama, e o badalado designer André Gurgel, em um nada plausível papel de arrasar corações para Lázaro Ramos. Camila Pitanga, memorável na novela anterior da dupla, Paraíso Tropical, como a prostituta Bebel, ainda não disse a que veio, mas há duas centenas de capítulos pela frente para Camila reconquistar o seu público.

Deborah Secco está incrivelmente bela, mas precisa tomar cuidado para não repetir a Darlene, sua personagem em Celebridade, do mesmo Gilberto Braga, que também perseguia a fama a qualquer custo. As comparações entre os dois papeis já começaram no Twitter. Maria Clara Gueiros, no entanto, parece não se importar. Todos as suas personagens têm a mesma entonação e o mesmo jeito de perua do papel que a consagrou em um humorístico da emissora anos atrás. Independentemente disso, deve render muitas risadas e, quiçá, até admiração, pela maneira descartável como ela trata os homens.

Mal-escalados ou não, os atores são só uma parte do sucesso de uma novela. O texto é parte fundamental para suscitar questões e emoções no público e, nisso, há uma grande expectativa pelo que Gilberto Braga pode nos proporcionar.

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