Holograma de Billie Holiday fará shows em Nova York
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Holograma de Billie Holiday fará shows em Nova York

O Estado de São Paulo

09 de setembro de 2015 | 21h18

Billie Holiday morreu em julho de 1959, mas ela vai aparecer sobre o palco do teatro Apollo, em Nova York, no próximo ao Dia de Ação de Graças, comemorado nos EUA no final de novembro. A musa do jazz será mais uma na lista de artistas mortos que voltam a se apresentar por meio de holograma.

De acordo com o The New York Times, a empresa Hologram USA criará uma série de performances interativas da cantora. A empresa teria tido acesso a áudios da cantora que permitirão que o holograma responda perguntas feitas pelo público, além de, naturalmente, cantar algumas músicas.

Billie Holiday

Billie Holiday

Holiday, que teria completado 100 anos em abril desse ano, frequentemente cantava no Apollo, único teatro de integração racial da época.

A empresa Hologram USA se associou ao Apollo para trazer os artistas de volta à vida. Ela grava campos de luz, em vez de imagens regulares de objetos, para dar a ilusão de três dimensões. À medida que a tecnologia ficou cada vez mais sofisticada, a indústria da música aumentou sua demanda por hologramas.

A moda disparou em 2012, quando o festival de Coachella ressuscitou com sucesso o rapper Tupac Shakur em uma atuação junto às estrelas do hip hop Snoop Dogg e Dr. Dre.

Entre outras projeções famosas, está um show em Las Vegas do pianista Liberace, já falecido, e outro do rapper Chief Keef, que se apresentou via holograma porque não podia viajar para Chicago graças a uma ordem de prisão.

Mas os hologramas também têm suas críticas, que questionam seu gosto e mérito artístico duvidosos. Um exemplo é a banda Grateful Dead que considerou, mas descartou, trazer de volta à vida por holograma seu guitarrista Jerry Garcia quando fizeram uma série de shows de despedida em julho. (AFP)

 

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