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Ghostland Observatory, a melhor banda que ninguém viu

Ana Clara Jabur

12 de novembro de 2011 | 22h30

Jotabê Medeiros – O Estado de S. Paulo

Imagine o cantor do Angra se juntando a um dos garotos do MGMT. Ou Rob Halford criando uma dupla com o cara do Prodigy, Liam Howlett. É mais ou menos o resultado do Ghostland Observatory, uma das bandas mais interessantes do SWU que quase ninguém viu. Eles tocaram quando cerca de 90% do público estava fazendo coro para Snoop Dogg e seu megahit Beautiful. Havia pouco mais de 200 pessoas no local.

O metal melódico está no DNA do vocal de Aaron Behrens, frontman da dupla, que encaixa como uma luva na batida sintética de Thomas Turner, nos teclados e programação (vestido como um dos heróis de Watchmen, com capa de HQ, faixa na cabeça e maiô de Superman). Eles  fizeram da noite no palco New Stage uma experiência revelatória. Eles se projetam ironicamente sobre um legado glitter que vem lá de David Bowie, mas que extravasa e passa pelo Daft Punk e pelo som já cristalizado de DJs como Laurent Garnier.

Codename Rondo é o nome do álbum mais recente, do qual eles tocaram grande parte das faixas da noite. Behrens, de cabelo de metaleiro e barbicha, dança alucinadamente e berra como um doido à frente do palco, enquanto Turner fica encastelado num painel de teclados e drum machines, pilotando os efeitos.  Produtores espertos: corram atrás deles enquanto estão dando mole por aqui. É uma nova farra para a pista.

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