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Friendly Fires e Thievery Corporation se apresentam no Lollapalooza

Ana Clara Jabur

08 de abril de 2012 | 18h28

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Roberto Nascimento – O Estado de S.Paulo

Prejudicados pelo som do palco B, a banda de indie dançante Friendly Fires tocou sem eficiência para uma multidão nesta tarde de domingo. A potência já anêmica dos alto-falantes era anulada pelo vento e pouco se ouvia das canções da banda.

Isto minou a função física do grupo de Ed McFarlane, pois o que seria um show dançante, tornou-se um agradável interlúdio nesta tarde de domingo. Mesmo assim, o vocalista Ed McFarlane deu força ao show, cantando com falsetes convincentes, e fazendo poses a la Embalos de Sábado à Noite, para o delírio da galera.

Mais cedo, ecos de trip hop e outras viagens dançantes foram o estopim de um bailão ao ar livre comandado pelo coletivo Thievery Corporation. A banda opera de forma democrática. Cantores e sonoridades étnicas se alternam à frente do grupo, invariavelmente, sobre um batidão de funk noventista, aquele híbrido de hip hop e dance music usado por muitos nos anos 1990, de Enigma a Massive Attack.

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Embora trate-se de uma sonoridade datada, talvez não tão distante do presente para tornar-se cult, o Thievery Corporation teve o respaldo do público com pescoços ondulantes e rodinhas de fãs. Central ao som da banda está um canibalismo étnico que tornou-se carne de vaca durante os anos 1990, quando o mundo ainda era suficientemente separado para que ‘world music’ servisse de nome para um gênero.

Na mistureba da banda, uma sítara, um berimbau, um MC de hip hop, outro de dub, contribuem às conbinações poliglotas que já ouvimos milhares de vezes. O melhor exemplo disso foi quando a cantora brasileira Karina Zeviani subiu ao palco com a banda para cantar sobre Hare Krishna, Budismo Zen e meditação.

Saiba mais sobre o festival em nosso especial do Lollapalooza 2012

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