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Foals incita à dança fora da máquina

Daiane Oliveira

31 de março de 2013 | 17h08

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Jotabê Medeiros – O Estado de S.Paulo

A banda britânica Foals deflagrou a primeira pulsão dançante fora das máquinas do festival, num show muito curto e prejudicado pelo som da tenda eletrônica ao lado.

Ainda assim, o público balançou ao sol ardente com sua música. O quinteto, surgido numa onda de math rock (rótulo para rock matemático), apresentou músicas de seu novíssimo álbum, Holy Fire, abrindo com a instrumental Prelude, e depois mesclando com hits de seus outros dois trabalhos.

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Habitando uma zona musical que se alimenta do ritmo, mas não o apelo fácil, eles fabricam um tipo de balé de rock pós-industrial que se constrói progressivamente, parte dele dentro das próprias expectativas do corpo e dos silêncios. As canções mais recentes, como Bad Habit, demonstram alguns ecos de Smashing Pumpkins e Nine Inch Nails.

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O vocalista Yannis Phillipakis não é exatamente um cara caloroso, e falou pouco durante o show. Seu recado, em canções de dramaticidade exacerbada, como Late Night, não é o da exuberância, mas da contenção. Na camiseta do baterista, Jack Bevan, estava escrito ” Health”, coisa que talvez fale muito sobre esse festival, no qual sobra cartesianismo e falta um tanto de loucura. Coube ao excelente baixista Walters Gervers incorporar um Flea rápido, dando um toque de devastação adolescente ao show do grupo.

Repertório:

1 – Prelude
2 – Balloons
3 – Olympic Airways
4 – My Number
5 – Blue Blood
6 – Late Night
7 – Providence
8 – Spanish Sahara
9 – Red Socks Pugie
10 – Inhaler
11 – Two Steps, Twice

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