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The Flaming Lips faz o show diferenciado do dia

Daiane Oliveira

29 de março de 2013 | 21h48

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Roberto Nascimento – O Estado de S.Paulo

Uma apresentação épica do grupo The Flaming Lips foi o ponto alto, artisticamente, do primeiro dia do Lollapalooza.  Abstrações guitarrísticas, riffs de glam metal, canções românticas, experimentalismo, entravam na mistura liderada por Wayne Coyne, que cantava ao embalar um boneco neném. “Ele está acostumado com a barulheira”, brincou, em frente a um emaranhado psicodélico de fibra ótica.

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Barbudo, cabeludo e enrugado, Coyne trouxe uma combinação rara de maturidade e risco ao festival. Quando enveredava por canções corta-pulso, como Do You Realize? equilibra-se entre ironia e sinceridade, criando um ângulo diferenciado para as músicas.

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52 mil pessoas compareceram ao primeiro dia do Lollapalooza, um número abaixo do esperado pela produção, que apostava em 60 mil. Uma chuva fina bastou para criar diversos pontos de lama, que ficaram intransitáveis no fim do dia.

O DJ superstar Deadmau5 fez um show marcado por uma produção hi-tech. Pilares de projeção de lasers, e telões fazem de Deadmau5 uma espécie de U2 da dance music. A batida é previsível: bate-estaca de poucas nuances, feito para embalar um festival de 50 mil.

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O grupo indie Passion Pit fez um show competente, marcado por hits açucarados como Sleepyhead e Little Secrets. São os darlings da moçada. Com Michael Angelakosà, o líder bipolar do grupo, fazem indie pop esgoelado (chamam de “yelp pop” nos EUA), mas eficaz.

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