Filme sobre Steve Jobs estreia nos EUA em meio a expectativa e boas críticas
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Filme sobre Steve Jobs estreia nos EUA em meio a expectativa e boas críticas

O Estado de São Paulo

09 Outubro 2015 | 19h07

LONDRES – Steve Jobs, filme sobre o cofundador da Apple e protagonizado por Michael Fassbender, estreia nesta sexta-feira nos Estados Unidos favorecido pela boa crítica e após superar várias tentativas de boicote que levaram o cineasta David Fincher e vários atores a abandonar o projeto.

O filme, dirigido finalmente por Danny Boyle (Trainspotting, Quem Quer Ser um Milionário) e com roteiro de Aaron Sorkin (A Rede Social), se centra em três momentos da carreira de Jobs: a apresentação do computador Macintosh (1984), a estação de trabalho NeXT (1988) e o iMac (1998).

As cenas se centram nos diálogos eletrizantes dos atores e seu frenético ir e vir, enquanto tentam solucionar os problemas prévios à apresentação de um produto.

Fassbender dá vida a um Jobs feroz, mas também a um Jobs com personalidade atrativa e sedutora que o torna perigoso nas distâncias curtas, em uma interpretação que a revista “Hollywood Reporter” classifica de brilhante e “engenho selvagem”.

steve_jobs_535

A direção, o roteiro e a interpretação de Steve Jobs alcançam a “perfeição”; seu frescor e concepção são tão surpreendentes que deixam o espectador “boquiaberto”, assegura a Hollywood Reporter.

O site The Verge comemora também a interpretação de Fassbender por suas “camadas e matizes” e por captar as contradições que definem a figura de Jobs, refletidas na cena na qual nega, sem sentimentalismo, a paternidade de sua filha de cinco anos, à qual mais tarde reconheceria e que se encontra nesse momento em frente a ele.

O filme conta também com a presença de Seth Rogen, que dá vida a Steve “Woz” Wozniak, cofundador da Apple, e Michael Stuhlbarg, que interpreta ao desenvolvedor do software Andy Hertzfeld, desencadeante da ira de Jobs por não ser capaz de que o protótipo do computador Mac dissesse “olá”.

A eles se soma Jeff Daniels, no papel de John Sculley, executivo-chefe da Apple que demite Jobs e lhe provoca sua vingança; e Kate Winslet, que encarna Joanna Hoffman, responsável de marketing e uma das poucas pessoas que diz a Jobs as verdades na cara.

O filme se concentra nos anos jovens do cofundador da Apple e não mostra o Jobs maduro e milionário, que morre aos 56 anos, em 2011, vítima de um câncer de pâncreas.

Veja também
Filme sobre Steve Jobs com Michael Fassbender ganha novo trailer
Teaser mostra nova cinebiografia de Jobs dirigida por Danny Boyle

O filme ressalta também o lado mais humano de Jobs, como quando minutos antes da estreia do iMac, e triunfal após ter recuperado seu posto como executivo-chefe da Apple, comenta com sua filha Lisa, de 19 anos, que é imperfeito.

O filme de duas horas mostra um homem brilhante cuja visão ajudou a guiar o mundo rumo ao século XXI, mas também um executivo que pode ser impiedoso com os funcionários e a família.

À estreia seletiva nesta sexta-feira em cinemas de Nova York e Los Angeles seguirá a generalizada no dia 23 de outubro. Assim se põe fim a uma longa saga que incluiu, segundo a Hollywood Reporter, tentativas de boicote do filme por parte da viúva de Jobs, Laurene Powell.

Boyle, o diretor, reconheceu que nem Powell nem o atual executivo-chefe da Apple, Tim Cook, ajudaram o projeto. “Houve momentos difíceis. Não quero falar sobre isso”, afirmou o cineasta.

Outra fonte, que a Hollywood Reporter classifica como “chave”, assegurou que a viúva de Jobs tentou “matar” o filme desde o começo e telefonou os atores Leonardo DiCaprio e Christian Bale para que não aceitassem interpretar Jobs.

Sorkin confessou também que a pressão à qual foui submetido foi sufocante: “Estou farto do Vale do Silício”, afirmou o roteirista recentemente no programa de televisão The Daily Show.

Ao que acrescentou que “a última coisa” que alguém pode querer é contrariar os gênios do Vale do Silício (Califórnia), epicentro da indústria tecnológica nos EUA.

O diretor David Fincher, que dirigiu A Rede Social, renunciou em 2014 a dirigir a última filme sobre Steve Jobs devido às supostas “exigências agressivas” que recebeu por parte dos produtores.

Mais conteúdo sobre:

cinema; Steve Jobs