Faith No More encerra o SWU com autoridade
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Faith No More encerra o SWU com autoridade

Ana Clara Jabur

15 de novembro de 2011 | 02h36

Lipe Fleury – estadão.com.br

Lá vem o Patton pataqui-patacolá: a segunda edição do SWU terminou com uma bombástica apresentação dos californianos do Faith No More. Não é metal. Não é rap. Não é punk, nem funk. E é tudo isso. Versátil, experimental, ou esquizofrênico, o grupo fez um show explosivo, e, com autoridade, colocou um ponto final no festival.

O nada menos que genial vocalista Mike Patton é um comandante frenético em cima do palco. Conjura palavrões em português, berra de maneira demente em um megafone, rouba a câmera da produção do festival para filmar takes da galera e se joga no plateia, para a inquietação dos seguranças de colete verde-limão.

Decorado com panos brancos e vasos floridos, citando a Umbanda – cujo dia nacional é celebrado em 15 de novembro -, o cenário transmite uma pureza que contradiz a aparente subversão alucinante da banda. Ninguém mais se preocupa com a chuva ou o barro. Patton cativou o maior público do SWU, um autêntico mar de gente a perder de vista.

Entre as canções tocadas, Caffeine, Surprise! You’re Dead, King for a Day e a clássica Epic chamam atenção. O som do Faith No More é autoral, criativo e cada um dos espectadores aguarda ansiosamente a próxima maluquice do vocalista.

Pads românticos tocados pelo tecladista Roddy Bottum se confundem com solos de guitarra que poderiam ter saído de um disco do Metallica. Patton urra, late e geme no microfone enquanto Billy Gould, baixista que tocou durante anos com a doentia banda de metal Brujeria, segura a parada na companhia do carismático baterista Mike Bordin.

Com a participação especial do coro infantil de Heliópolis, o show termina emocionante, sem fazer reféns.

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