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Esquimós colocam fogo no Lollapalooza

Daiane Oliveira

29 de março de 2013 | 21h48

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Jotabê Medeiros – O Estado de S.Paulo

Os esquimós venceram. Descendo pela primeira vez da gelada Islândia até os trópicos, o grupo indie Of Monsters and Men fez o primeiro show de comoção popular do Lollapalooza 2013, no palco Butantã. Uma espécie de Arcade Fire dos fiordes nórdicos, eles não primam pela originalidade, mas pela honestidade e entusiasmo. Fizeram por 2013 o que o grunge temporão do Cage the Elephant fez pelo festival do ano passado.

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Entrando pontualmente às 15h, o sexteto islandês enfrentou chuva fina logo de cara, o que levou a fofíssima cantora Nanna Brynds Hilmarsdóttir a usar o que seria má notícia em seu favor. “É bom estar aqui. Sob a chuva. Eu adoro isso”, afirmou. Lá pelo meio do show, já não tinha mais dúvidas: “Eu prefiro a chuva ao sol”. Nanna terminou o concerto caindo no meio do seu público, já convertida – um público considerável, mais de 20 mil pessoas àquela altura da tarde.

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Of Monsters and Men tem como trunfo uma modéstia saborosa, um orgulho da sua falta de ambição, o que conquista imediatamente a multidão. Dois cantores de vozes complementares, Nanna e Raggi (Ragnar Pórhallson) pilotam o front, enquanto uma combinação de guitarras, acordeons, trompetes e percussão criam o clima da purgação. Foi uma farra quando eles empunharam seu maior hit, Until the Sun Goes Down (“Vocês certamente conhecem o single, não?”, perguntou Raggi, mas não esperava que conhecessem tão bem), e sua despretensão ao encarar uma cover de Skeleton, dos Yeah Yeah Yeahs, derrubou definitivamente as últimas resistências.

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O público abraçou calorosamente a chuva e a lama, combinação que parece que vai dar o tom ao festival daqui por diante. E também os verdadeiros contratempos, como a cerveja cara (R$ 8 uma cerva que pode ser encontrada por menos de R$ 2 em qualquer lugar da cidade), as filas e os camelôs (mesmo dentro do festival, uma capa de chuva estava sendo contrabandeada por R$ 15).

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