De Recife para São Paulo, festival No Ar Coquetel Molotov viaja o País e comemora 15 anos
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

De Recife para São Paulo, festival No Ar Coquetel Molotov viaja o País e comemora 15 anos

O Estado de São Paulo

27 Novembro 2018 | 13h11

Por Pedro Rocha, especial para o Estado

Há 15 anos o festival No Ar Coquetel Molotov realizava a sua primeira edição em Recife. Desde então, além de várias outras edições na capital pernambucana, a festa passou por cidades como Salvador, Belo Horizonte e Belo Jardim. São Paulo estreia nesta rota ainda no final deste mês.

Antes de passar pela capital paulista, o festival retornou a Recife, no dia 17, com shows de nomes nacionais, como Luedji Luna, Anelis Assumpção e Duda Beat, além de atrações internacionais, como o baterista do Tame Impala, Barbagallo, e o indie neozelandês, Connan Mockasin.

O festival No Ar Coquetel Molotov, então, finalmente aterrissa em São Paulo nesta sexta-feira, dia 30 de novembro, com as atrações já confirmadas como Tuyo, Baco (Exu do Blues) e ainda um show especial de Karina Buhr, Alessandra Leão e Isaar. Na capital paulista, o festival acontece na Água Branca, em São Paulo, com ingressos entre R$ 25 (meia) e R$50.

Público do Festival No Ar Coquetel Molotov em Recife. Foto: 3 por 4 Fotografia

“São Paulo é onde acontece tudo, mas ainda precisa ter mais festivais de música que consigam filtrar tudo que está acontecendo na cena independente com um olhar mais curioso, como o nosso”, afirma a organizadora do festival, Aninha Garcia. “É o nosso primeiro passo na cidade e a ideia é que vá crescendo aos poucos para que possamos fazer um dia como no Recife, com diversas bandas, feira, intervenções artísticas.”

Atrações comuns

As edições do festival em Recife e São Paulo terão duas atrações em comum, a banda goiana Boogarins e a cantora paulista Maria Beraldo. Ambos lançaram, recentemente, novos trabalhos.

O Boogarins chegou em Recife dois dias após um show em Barcelona, encerramento da turnê europeia de divulgação do álbum Lá Vem a Morte. Os goianos também já passaram, com a turnê, pelo México e pelos EUA, onde se apresentaram no mega festival Coachella. “No último mês foram quase 30 shows, a banda vai voltar bem afiada para o Brasil”, afirma o guitarrista Benke Ferraz.

Recife, inclusive, foi a primeira capital brasileira em que o Boogarins se apresentou fora de Goiás, justamente numa edição do Coquetel Molotov. Para São Paulo, a banda pode já apresentar músicas inéditas, do novo disco, previsto para ser lançado no início do ano que vem. “Temos um show baseado no improviso”, explica Benke. “Pode ter novidades. O show tem um pouco de tudo”, diz o guitarrista, que elogia os festivais de música por serem “vitrines” para bandas independentes.

Se o Boogarins já se encaminha para o quarto álbum, Maria Beraldo chega ao Coquetel Molotov para apresentar o primeiro, Cavala, lançado em maio. A cantora se diz feliz de poder apresentar ao público músicas tão pessoais. “Por falar da minha vida pessoal, é mais um passo da minha saída do armário e contribuiu para um processo político pessoal”, opina a artista, assumidamente lésbica. “Tem sido muito importante encontrar meu público, ver que tem pessoas se identificando com a minha música no Brasil inteiro.”

Maria começou a estudar música ainda na adolescência e afirma que festivais foram parte importante do processo. “Comecei a ir com 13 anos, a minha musicalidade foi criada dentro de festivais”, diz a cantora, que destaca a possibilidade de conhecer novos artistas nos shows. “Às vezes a pessoa está indo ver outra banda, mas conhece seu trabalho. Tem um caráter, também, de encontro entre os artistas nos bastidores.”

Serviço

No Ar Coquetel Molotov em São Paulo
Água Branca. R. Guaicurus, 324. 30/11, a partir das 17h. R$ 50.

Mais informações em: www.coquetelmolotov.com.br.

Mais conteúdo sobre:

No Ar Coquetel Molotov