Daniela Mercury pede impeachment de Feliciano
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Daniela Mercury pede impeachment de Feliciano

Daiane Oliveira

18 de maio de 2013 | 19h44

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Roberto Nascimento – O Estado de S. Paulo

Acompanhada pelo Zimbo Trio, Daniela Mercury pediu o impeachment do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara.  A cantora baiana ainda pediu igualdade perante a lei no tratamento dos homossexuais brasileiros no início desta noite de sábado, durante o show de abertura da Virada Cultural.  O pastor é acusado de ser racista e homofóbico.

“O brasileiro é um povo muito interessante e diverso para ser vítima de preconceito”, disse, em resposta a uma faixa erguida no meio da plateia, que dizia “Mais Daniela, Menos Feliciano”.  “A gente tem que pedir o impeachment desse deputado”, continuou, referindo-se ao pastor.

Ao fundo, o piano de Amilton Godoy sustentava o suingue com Upa Neguinho. E a cantora baiana, que este ano assumiu sua homossexualidade em público, não parou por aí: “Precisamos participar mais, porque esses idiotas de plantão usam a força dos que não se preocupam”, continuou, ovacionada pela plateia, antes de finalizar, pedindo a aceitação de inversões de papeis com ” adoro homem na cozinha”. Além dos tons políticos, foi um belo show de Daniela e os veteranos do samba jazz.

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Na set-list transitaram por clássicos do repertório de Elis Regina, e de Maria Bethânia, além de cobrir alguns marcos  de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. A combinação mostrou-se interessante, pois enquanto Amilton e seu trio a acompanhavam com a classe de um automóvel de luxo, a cantora respondia com o dendê brejeiro de seu DNA musical, inflamando o suingue do grupo. Você Não Entende Nada, uma das mais próximas de seu repertório natural, balançou arrastado, quase enveredando por um samba reggae, antes de cair no ritmo baiano com O Mais Belo dos Blocos. Na plateia, inspirada pela mensagem de Daniela o casal de Yasmim e Marcia Balades, integrantes da Liga Brasileira de Lésbicas, vibrou com o som e a mensagem de Daniela, embora foram céticas quanto ao impeachment: “Foi mais fácil derrubar o Collor”, disse Márcia.

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