Com música composta por Aguinaldo Silva, trio Donas estreia na trilha de ‘O Sétimo Guardião’
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Com música composta por Aguinaldo Silva, trio Donas estreia na trilha de ‘O Sétimo Guardião’

O Estado de São Paulo

11 Novembro 2018 | 12h17

Por Pedro Rocha, especial para o Estado

A partir da próxima segunda-feira, 12, com a estreia da nova novela das nove da Rede Globo, O Sétimo Guardião, todo o País vai poder conhecer o trabalho do grupo feminino carioca Donas. O trio, formado por Karol, Ana e Lanôr, gravou, para a trilha sonora do folhetim, a música Bonita, composta pelo próprio autor da trama, Aguinaldo Silva.

“Estamos muito felizes com esse presente”, diz Lanôr, que teve a ideia de fundar o grupo após conhecer Ana num baile em Madureira. Depois de apresentar a proposta de um grupo feminino ao empresário, que sugeriu a inclusão de mais um nome, Ana convidou Karol. O nome veio da própria Lanôr, que já era apelidada de “Dona”. “É um nome bonito e forte para
o grupo”, diz ela.

 

As integrantes do grupo feminino carioca Donas, que tem música na trilha sonora da novela ‘O Sétimo Guardião’. Foto: João Victor Pessanha

O trio está junto há dois anos, período em que lançaram suas duas primeiras músicas de trabalho. O clipe de Suar, o primeiro, lançado há nove meses, já soma mais de um milhão de visualizações no YouTube. Já Dois Trabalhos, lançado há apenas quatro meses, já acumula mais de seis milhões. “Sinto que somos privilegiadas, somos agradecidas a todos
que nos ajudaram vendo os clipes.”

Com o sucesso, as meninas já garantiram um contrato com a Sony Music e têm uma nova parceria a caminho, com a banda A Favorita. Uma nova canção de trabalho também já está nos planos, intitulada Romântica. Um disco completo é o maior sonho para o ano que vem.

Enquanto isso, o investimento é em Bonita, faixa que contou com participação especial da cantora Alice Caymmi. “Ela deixou a música ainda melhor”, afirma Lanôr, que compôs também um rap para a música. “O discurso da música tem muito a ver com o nosso trabalho e é bem importante ter nós três, mulheres negras, da periferia, cantando sobre a questão feminina.”

Para Lanôr, a proposta do grupo tem a ver com uma demanda que surge nas periferias do Rio de Janeiro. “O artista tem o dever de levantar uma voz que o público está pedindo, de representar uma minoria”, acredita. “É importante a gente não esquecer de onde veio.”

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