Clima de micareta à fantasia toma conta do primeiro dia de festival de música eletrônica em SP
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Clima de micareta à fantasia toma conta do primeiro dia de festival de música eletrônica em SP

João Paulo Carvalho

05 de dezembro de 2015 | 08h14

Pode até parecer clichê, mas na tarde desta sexta-feira, 4, foi dada a largada para mais uma maratona da música eletrônica. Desta vez, entretanto, o ritmo frenético dominou o Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo. Os portões para a primeira edição brasileira do Electric Daisy Festival, ou simplesmente EDC, foram pontualmente abertos às 17h. Os shows do evento, realizado na capital paulista em 4 e 5 de dezembro, duraram até as 6h. Foram mais de 12 horas ininterruptas de música eletrônica.

Um dos principais nomes do primeiro dia do festival, o duo brasileiro Felguk se apresentou no palco Kinetic Field às 20h. Formado por Felipe Lozinsky e Gustavo Rozenthal, a dupla é bastante conhecida no Brasil e no mundo. Em 2012 eles foram escolhidos por Madonna para abrir os shows da tour MDNA pelo Pais. O Felguk já figurou por diversas vezes entre os 100 melhores DJ’s do mundo na lista da revista inglesa DJ MAG. Com uma apresentação enérgica e inconfundível, o Felguk, que também fez show no Tomorrowland Brasil em abril deste ano, colocou todo mundo para dançar e não decepcionou o público ainda tímido que chegava ao local no começo da noite.

Apesar de menos conhecido, o EDC é tão tradicional quanto o companheiro de calendário Tomorrowland. Nasceu em 1997, em Los Angeles. O rival belga só teve a sua primeira edição realizada em 2005. O EDC brinca com os mesmos artefatos do Tomorrowland: são 3 palcos de aparência lúdica (Kinetic Field, NeonGarden e BassPod). O festival abusa dos espaços abertos, algo que também funcionou bem no Tomorrowland Brasil.

Primeira noite do festival EDC, em Interlagos. Foto: Rafael Arbex/Estadão

Primeira noite do festival EDC. Foto: Rafael Arbex/Estadão

Bailão à fantasia. Um dos trunfos da primeira noite do EDC foi a caracterização de personagens. Foram fadas, personagens de vídeo-games, desenhos japoneses e até vampiros. Valeu de tudo para se divertir no Autódromo de Interlagos. O estudante de administração Marlom de Freitas, 22, veio caracterizado de Mario Bros para assistir ao festival. “Acho que o lance é a farra. Qual outro festival brasileiro a gente pode entrar vestido assim? A diversão está garantida. Quero mesmo chamar a atenção e não tenho vergonha nenhuma disso”, afirmou.

O EDC conta com vários performers espalhados pelo Autódromo. Eles garantem a diversão do público, que sempre os aborda para algumas fotos. O trio paulista, de Sorocaba, no interior de São Paulo, Marlom Santos, 23, Edison Viena, 24, e Tarcísio Kaim, 23, são alguns exemplos. “Eu quero fazer selfie com todas as fadas”, brinca Edison, que corre atrás das 5 performers que circulam pelo local.

No primeiro dia de EDC, a sensação foi de que a estrutura do Autódromo de Interlagos seria capaz de comportar um público bem maior. As filas para comprar fichas, bebida e comida, assim como para usar banheiros, estavam tranquilas, realidade bem diferente de outros festivais gigantescos que foram realizados no País em 2015

Outros shows. Além de Felguk, Nervo e Tiësto foram os destaques do primeiro dia do festival. Comuns na escalação de grandes festivais de música eletrônica, as irmãs gêmeas Miriam e Olivia, do Nervo, fizeram uma apresentação enérgica no Kinetic Field. O repertório foi baseado em Collateral, primeiro disco das garotas.

Quando as australianas se apresentaram por aqui pela primeira vez, na edição brasileira do Tomorrowland, em abril, elas não haviam finalizado o trabalho. Em entrevista ao Estado elas prometeram um show dançante e foi justamente isso que aconteceu. O público, já maior e intenso por volta das 23h, não conseguiu ficar parado.

Mais tarde, à 1h30, foi a vez de Tiësto subir ao palco. O holandês é um veterano do trance e do house progressivo. Ele sempre aparece nas listas de DJs mais bem pagos do mundo. Tiësto começou a se tornar mais popular no início dos anos 2000. O set da apresentação foi heterogêneo e mesclou musicas de seus seis discos.

A festa continua neste sábado, 5. O primeiro lote do EDC day, ingressos para apenas um dia, já está esgotado. O preço do segundo lote do EDC day custa a partir de R$185 (meia) e R$370 (inteira).  A programação de sábado, 5, segue quente. Steve Aoki, Skrillex e Alok prometem manter o bom ritmo do EDC.

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