Motörhead leva peso histórico ao dia do metal
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Motörhead leva peso histórico ao dia do metal

Ana Clara Jabur

25 de setembro de 2011 | 22h56

Roberto Nascimento

Do mesmo jeito que Elton John foi o padroeiro pop da primeira noite do Rock in Rio, os curtidos veteranos do Motörhead trouxeram o peso histórico ao dia do metal. O revolucionário trio liderado por Lemmy Kilminster é pai de vertentes do gênero como o speed e o thrash metal, de qual o Sepultura, que tocou mais cedo, é um dos expoentes.

 

Aos 65, Lemmy liderou a pedrada do Motörhead em um show cru que desponta como um dos melhores do festival (não por acaso, Elton fez a outra grande apresentação). A voz do inglês merece uma descrição detalhada: parece que Lemmy engoliu um Gremlin, ou está pigarreando. O som é asqueroso, como se a laringe de Lemmy fosse o próprio amplificador destorcido. Lembra Dylan, filtrado por Tom Waits e cantado por Bon Scott. Ao vivo, atua como uma massa disforme em meio ao ronco das guitarras. O resultado é como um monolito, uma obra prima do rock recriada ao vivo, gigante em meio a multidão com a grandeza de uma casa antiga que já sobreviveu tufões e terremotos.

Meio motoqueiro, meio punk, meio cowboy, Lemmy encarna como poucos a agressividade inerente ao metal, com movimentos econômicos. Como era de se esperar, a banda passou por hits de seu songbook, como Overkill, que trouxe popularidade ao Motörhead quando o disco de mesmo nome foi lançado em 1979. Sob as tirolesas do Rock in Rio, o show foi constante, como fogo no canavial, desde o início com Iron Fist, outro clássico, a Ace of Spades e Going to Brazil, que fala sobre uma das diversas vindas da banda ao País.

Confira o setlist:

Iron Fist
Stay Clean
Get Back In Line
Metropolis
Over the Top
One Night Stand
I Know How to Die
The Chase Is Better Than the Catch
In the Name of Tragedy
Going to Brazil
Killed by Death
Ace of Spades
Overkill

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