Canadenses do Broken Social Scene revitalizam anos 1990
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Canadenses do Broken Social Scene revitalizam anos 1990

Ana Clara Jabur

05 de novembro de 2011 | 22h29

Por Jotabê Medeiros – O Estado de S. Paulo

Show do grupo foi um mix de tudo que se ouvia no indie rock de uma década, mas com uma nova onda de convicção e envolvimento

Tocando uma espécie de patchwork musical que misturava reminiscências de Pavement, Sonic Youth, Yo la Tengo e outras instituições do indie rock dos anos 1990, a banda Broken Social Scene fez o primeiro concerto convincente do Planeta Terra Festival, na noite deste sábado. Tocando para cerca de 20 mil pessoas, público estimado pela organização no horário, 21h30 aproximadamente, o grupo que põe 17 integrantes no palco digressão com canções melódicas e dançáveis, agradando ao público que já lotava o Playcenter naquele momento.

Alternando vocalistas, o sexteto mostrou boa parte do repertório do discoe Forgiveness Rock Record, de 2010, que foi produzido por John McEntire, do Tortoise (grupo que ama o velho vanguardista brasileiro Tom Zé).  Improvisações longuíssimas, ataques antimelódicos, dissonâncias: todo o ideário do alt rock esquentou a noite na Marginal do Tietê.

O palco principal teve sua primeira atração internacional já no começo da noite, com os ingleses do White Lies. Pela segunda vez no Brasil (a primeira foi num show durante um desfile de moda no hotel Unique), o White Lies mostrou como um derivado do Joy Division pode não ter compreendido nada além da superfície da música do seu originador.

Com cabelo cortado igual ao do vocalista Ian Curtis, o cantor do White Lies tem voz, tem potência, tem uma banda boa ao lado, mas não tem boas ideias ainda. Apenas o colarinho apertado como um pregador mórmon. Suas composições, como Is Love e Farewell to the Fairground, são pueris, perto da poesia romântica e radical de suas influências.

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