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Tatá Aeroplano ‘flerta como felino’ com o pop e entrega o melhor disco

Pedro Antunes

24 de agosto de 2016 | 04h00

Tatá Aeroplano entrega em Step Psicodélico o menos psicodélico dos seus discos – um exagero, é verdade, mas adotado diante da ironia que o título do álbum já propõem. “Passamos a noite inteira flertando como dois felinos”, canta Tatá numa faixa do álbum, Passando o Chapéu na Noite Purpurina, uma das mais alucinógenas do trabalho, responsável por encerrar o disco. O flerte em Step Psicodélico, contudo, é com o pop.

A última faixa do trabalho é um dos pontos de intersecção mais claros entre a safra recente e aquela exibida na estreia solo Tatá Aeroplano (2012) e no instigante Na Loucura & Na Lucidez (2014). Passando o Chapéu conta a história da noite de um casal, do flerte inicial ao final amanhecido em uma padaria – e tem primos próximos e distantes nos outros discos deles ou do Cérebro Eletrônico, onde Tatá também discorria sobre a noite paulistana e casais, ora apaixonados, ora raivosos.

Step Psicodélico, por sua vez, é o encontro do compositor Tatá com novas fórmulas. Liberto das palavras graças ao projeto Frito Sampler, no qual ele usa um dialeto ininteligível, o músico pode se dedicar exclusivamente às melodias vocais, enquanto Bruno Buarque (bateria), Dustan Gallas (baixo) e Junior Boca (guitarra) voam longe. A dança das vozes de Tatá e de Júlia Valiengo dá nova cara ao trabalho do músico. Avançam, desviam e se olham – flertam como felinos, suponho.

Ouça Step Psicodélico abaixo:

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