O jazz selvático do Música de Selvagem
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O jazz selvático do Música de Selvagem

Pedro Antunes

17 de setembro de 2016 | 12h44

Quinteto instrumental se apresenta neste sábado, 17, no Teatro Pequeno Ato

MUSICA DE SELVAGEM

Na selva, a lei é outra.

Ou melhor, na selva não há lei.

A sobrevivência depende não só de si – e, em bando, suas chances aumentam.

Em cinco, o Música de Selvagem sobrevive. Livres, selvagens, eles encantam.

O quinteto de jazz tem seu novo disco, homônimo, enfim, lançado no Brasil. Por aqui, o petardo chega pelo selo Risco, o coletivo que reúne artistas como O Terno, Charlie e Os Marretas, Mustache e os Apaches, Memórias De Um Caramujo, entre outros – na Bélgica, onde foi lançado antes, o disco é da El Negocito Records.

Guilherme Marques (bateria), Arthur Decloedt (baixo), Filipe Nader (saxofone alto e barítono), Amilcar Rodrigues (trompete e flughel) e Cuca Ferreira (saxofone baritono) integram o quinteto sem leis e amarras.

Formada em 2013, entre pesquisas musicais dos seus integrantes, o Música de Selvagem nasce gigante. Contemporâneo e cheio de frescor, o jazz do quinteto espalha-se por 35 minutos fluídos, como se os temas levassem o ouvinte para lugares remotos, distantes da civilização.

Ali, pode-se tudo.

Sopros irritadiços avançam, atacam, defendem a cozinha de baixo e bateria.

Isto É Adoniran, de seis minutos de duração, abre o disco com peso. É grave, é urgente. Corta-se a mata com facão e abre o caminho entre folhas. Caminha-se por Cerbero, a mais curta do álbum, com menos de dois minutos, contempla-se as paisagens sonoras de Folivora.

É Música de Selvagem, mas como a própria capa do disco entrega, o “de” pode ser riscado de lá. É música selvagem, mesmo.

Ouça o Isto é Adoniran no player abaixo. O disco já está nas plataformas de streaming e é possível baixá-lo aqui.

O quinteto faz o show de lançamento do disco de estreia neste sábado, 17, no Teatro Pequeno Ato (R. Teodoro Baima, 78), às 20h30. Os ingressos custam R$ 20.

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