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Homem-Formiga, fundamental nos quadrinhos, luta por relevância

Pedro Antunes

15 Julho 2015 | 04h00

Criador do vilão Ultron e fundador dos Vingadores, personagem assume lado piadista e foge da responsabilidade

Hank Pym é um dos melhores e mais obscuros personagens da Marvel – outra criativa invenção do Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby. É o herói indie, digamos, cujos poderes, encolher até o tamanho de uma formiga, nunca foram valorizados o bastante – por fãs de quadrinhos ou até pelos outros heróis. Nas HQs, trata-se de um personagem complexo, lapidado por arrependimentos, más decisões e uma criação assustadora: o robô inteligente e insano Ultron.

Carregar tamanha carga dramática e superpoderes pouco impressionantes dos quadrinhos para as telonas seria demais para o Doutor Pym, conhecido como dono da mente mais brilhante das HQs da Marvel – e fugiria da estratégia não muito ousada do estúdio, cuja fórmula tem se mostrado estática demais.

Mais fácil era incluir Pym como o mentor do novo Homem-Formiga, este sim, mais jovem, divertido. Um anti-herói leve e adorável, como os personagens de Guardiões da Galáxia. Um movimento equivalente ao exibido nos quadrinhos, aliás.

Pym tem seu traje de herói roubado pelo personagem Scott Lang, um larápio de bom coração e dedos leves. O ator que o vive nos cinemas, Paul Rudd, é divertido, simpático, fácil de ser aceito por um público que, convenhamos, nunca achou que o poder de encolher até o tamanho de um inseto poderia ser tão interessante como superforça, habilidade de voar ou de regeneração. Com um herói tão complexo em diferentes opções, a Marvel busca o simples. Pym é mentor de Lang, a voz que comanda o rapaz durante suas missões. Brilhante, Pym é jogado ao papel de coadjuvante para que Lang possa se comunicar com um público mais casual. Um desperdício.

 

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