Com Tulipa Ruiz, Anelis Assumpção e Curumin, Picnik Festival chega a 4ª edição em Brasília
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Com Tulipa Ruiz, Anelis Assumpção e Curumin, Picnik Festival chega a 4ª edição em Brasília

Pedro Antunes

05 Junho 2018 | 10h46

A introspecção de Tulipa Ruiz, ao transformar suas músicas em versões acolhedoras de voz, violão e percussão, com o disco Tu.

Tulipa Ruiz e, ao fundo, Gustavo Ruiz (Foto: ONErpm)

A expansão de Anelis Assumpção, que abre sua cozinha com Taurina, um disco no qual amor e a ausência, o feminino e a candura se unem numa refeição sonora deliciosa.

A Rakta, banda com um dos mais insanos e inebriantes shows da atualidade, cria um experimento sonoro sem rótulos. É um ritual. E ponto.

Ritualísticas também são as apresentações de Papisa, o projeto atual de Rita Oliva, que propõe uma conexão com uma força interna muito própria.

Com essas quatro forças tão particulares e complementares das vozes femininas da música nacional, o Picnik Festival (ou, estilizado, PicniK), acolhedor festival realizado em Brasília, revela a programação completa da quarta edição, a ser realizada nos dias 23 e 24 de junho, sábado e domingo, na Torre de TV, aqui no blog

Anelis Assumpção (Foto: Caroline Bittencourt)

Com entrada gratuita (a partir das 16h, para entrar no perímetro do Picnik é preciso doar um quilo de alimento, um agasalho ou um livro), o festival traça seu próprio panorama do fino que vem sendo produzido pelos artistas independentes nacionais.

Curumin, multi-instrumentista de grande leque de sonoridades, foi escalado para apresentar Boca, o disco eleito pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como o melhor álbum do ano passado. O guitarrista André Sampaio levará, ao palco, sua música quente, um afro-rock de primeira, estudado no disco Alagbe, lançado no ano passado.

Papisa (Foto: Laura Wrona)

Antenado, o Picnik oferece, no seu leque de atrações, a psicodelia da banda Bike, cujos discos melhoram a cada quilômetro rodado pelos rapazes, e os Garotas Suecas, grupo que caminha por uma trilha estética entre a melancolia e a diversão e lançou, no ano passado, o disco Futuro do Pretérito.

Ainda no âmbito do independente nacional, o festival escala Young Lights, é uma bela revelação vinda de Belo Horizonte, Supervão, uma delicinha vindo do Rio Grande do Sul, a paulistana Mescalines e a paranaense Marrakesh. Dos artistas locais, foram escalados os ótimos Joe Silhueta, LeoMeu Amigo Tigre, Oxy, Cachimbó, Augusta e Palamar. A música candanga está viva e muito bem, obrigado. 

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Todas as atrações figuram só palco principal, uma tenda de circo montada no gramado do espaço, espalhadas pelos dois dias de evento. Ainda há o palco Fantástica Fábrica de Bandas Stage, dedicado a dar espaço aos grupos em início de carreira.

Rakta (Foto: Mateus Mondini)

O Picnik não é só música e oferece discussões culturais, debate economia criativa, espaço para os pequenos, peças teatrais e espetáculos circenses, entre outras atrações.

Assista ao vídeo que resume a edição de 2017 do festival:

É bom repetir, portanto: o Picnik Festival será realizado nos dias 23 (sábado) e 24 (domingo), de junho, das 13h às 22h, na Torre de TV, em Brasília, com entrada gratuita (lembrando que (a partir das 16h, é preciso doar um quilo de alimento, um agasalho ou um livro).