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Análise: estreia de ‘Game of Thrones’ é a melhor desde primeira temporada

Pedro Antunes

13 de abril de 2015 | 09h00

Atenção, o texto abaixo contém spoilers

Difícil não ficar sem fôlego. A quinta temporada de Game of Thrones começou, neste domingo, 12, da melhor forma possível – a melhor desde o debute, na estreia da primeira temporada, naquele longínquo 2011. Tudo mudou em  Westeros,  continente fictício criado por George R.R. Martin, na saga literária na qual a série se inspira, As Crônicas de Gelo e Fogo, foi apresentado na tela da HBO.

Game of Thrones chega à quinta temporada cheia de surpresas e, acredite, mortes inesperadas. Ninguém está à salvo, seja um personagem  favorito, seja um leitor experiente. 

Eram homens no poder. Na estreia, víamos o Rei Robert Baratheon (Mark Addy) com toda pompa chegando em Winterfell para encontrar o amigo Ned Stark (Sean Bean) e convidá-lo a se tornar Mão do Rei (cargo de confiança, uma espécie de conselheiro e vice, ao mesmo tempo). Conhecemos os Outros, zumbis de gelo assassinos que ainda não eram considerado lendas para os moradores de Westeros. Testemunhamos o pequenino Bran Stark (Isaac Hempstead Wright) ser jogado por uma janela por Jaime Lannister (Nikolaj Coster-Waldau) depois que o garoto assistiu a uma cena de sexo incestuoso entre Jaime a irmã Cersei (Lena Headey).

Cinco temporadas depois, os papeis já estão invertidos de forma impressionante. Robert e Ned foram assassinados pelo bem jogado jogo dos tronos de Cersei. O irmão dela, conhecido como Regicida e melhor cavaleiro entre todos os Sete Reinos, perdeu uma das mãos, aquela que empunhava a espada. O jovem Bran perdeu o movimento das pernas e seguiu atrás de um misterioso corvo dos três olhos.

Veja imagens da quinta temporada de Game of Thrones:

Com a perda do pai (na primeira temporada) mãe e do irmão (ambos no terceiro ano), Sansa Stark deixou de ser a menina sonhadora e inocente e entendeu que precisa amadurecer se quiser permanecer viva. E ficar ao lado de Petyr Baelish (Aidan Gillen), por mais malévolo que ele seja, talvez seja uma boa ideia. O mesmo pode ser dito de Arya, que sobreviveu aos piores percalços e vem se mostrando uma assassina fria e calculista. Foi uma personagem que fez falta na estreia.

Entre os homens, o único que ainda parece ser relevante é Jon Snow, queridinho dos fãs por “não saber nada” e por ser naturalmente sofrido. O personagem, contudo, cresce no novo ano e toma atitudes corajosas, como mostrada logo no debute do quinto ano.

Diálogos de tirar o fôlego pontuam a relação de Tyrion Lannister (Peter Dinklage) e o eunuco Varys, que fogem de Westeros e planejam ir de encontro com Daenerys Targaryen (Emilia Clarke ), vista como a única capaz de salvar o continente da autodestruição. Mulheres no comando, sim, alta tensão e algumas reviravoltas surpreendentes até mesmo para os leitores dos livros de Martin. Tudo em uma estreia.

Como dizem em Game of Thrones: “Todos os homens devem morrer”. Mas ninguém falou nada sobre as mulheres.

Ah, sim, os zumbis de gelo deixaram de ser lenda e se tornaram um perigo mortal.

 

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