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Adeus Spock: vida longa e próspera

Pedro Antunes

27 de fevereiro de 2015 | 16h14

A figura de Spock, o ator Leonard Linoy, morreu nesta sexta-feira, 27, em Los Angeles. Morreu de uma doença no coração, vítima de 30 anos de vício em cigarro. Morreu um dos maiores ícones da história nerd e da cultura pop. 

Spock foi criado para ser coadjuvante a bordo da espaçonave USS Enterprises, mas se tornou protagonista – e dos bons. Metade humano, metade alienígena do planeta Vulcano, o personagem sempre se sentiu como um estanho no ninho entre os seus. Afinal, quem eram os seus?
Dividia-se entre a lógica vulcana e os sentimentos e emoções humanas. Dava ouvidos à racionalidade, por encontrar nela algo mais fácil para se apoiar, mas o coração, de alguma forma, sempre encontrava um jeito de aparecer.  Em contrapartida, o capitão Kirk, vivido por William Shatner, era emoção pura.
A morte do personagem, no filme A Ira de Khan, de 1982, gerou comoção entre os fãs. A cena estava programada para o início do longa, mas acabou sendo deixada para o fim, tamanha a quantidade de reclamações que o estúdio recebeu na época. Tornou-se uma das sequências mais importantes da história da ficção científica nos cinemas. Assista abaixo:

O personagem voltou aos cinemas em dois novos filmes, dirigidos por J.J. Abrams de forma reverente. Zachary Quinto foi escolhido para dar nova vida a Spock e as referências ao trabalho de Nimoy eram contantes.  Nimoy, aliás, participou do filme, como um Spock de uma realidade alternativa, mais velho.
Depois desta sexta-feira, contudo, não teremos mais a oportunidade de vê-lo unindo os dedos da mão e dizendo a famosa frase “vida longa e próspera”. A partir desta data, não há mais embate entre lógica e emoção. Somente saudade.

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