Vamos falar dos cariocas

Patrícia Villalba

19 de outubro de 2010 | 18h26

Se fosse depender exclusivamente do clima, hoje não seria um bom dia para começar um blog sobre o Rio de Janeiro. Desde que me mudei para cá, em julho, já repeti várias vezes que “não me mudei pro Rio pra passar frio!”

Passei mais frio do que esperava nessa terra, embora nada capaz de assustar uma paulistana escaldada E já tive meus momentos de novela do Manoel Carlos, aquelas do Rio dourado e dos cafés na Livraria Argumento.

Para começar, quero assumir que sou grande fã desta cidade, desde que vim aqui pela primeira vez, aos 13 anos. Meu deslumbramento, entretanto, não é o suficiente para me deixar relaxada diante das notícias de arrastão no trânsito (praga do momento), achar graça da guerra que a prefeitura trava contra os homens que insistem em urinar nas ruas, lamentar o caos da saúde pública e, claro, sentir saudade das padarias paulistanas.

Mas o Rio compensa com charme as eventuais saudades que a gente possa sentir de outros cantos. Oferece os botecos (aqui, cariocas autênticos) de Santa Teresa, o espetaculoso mar da Barra, o Caminho do Bem-Te-Vi na Praia Vermelha, os restaurantes de frutos do mar em Guaratiba,as gírias mais colantes do País e centenas de detalhes prontos para serem (re) descobertos.

Residente com olhar de turista, mostro o Rio daqui.

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