O carioca é um forte

Patrícia Villalba

11 de novembro de 2010 | 12h45

Morro de saudades de ver o Chico Pinheiro no SPTV, mas acompanho com atenção o RJTV todos os dias, para ver se entendo o Rio. E não só ele, mas também vejo o Wagner Montes no Balanço Geral, só para saber o que anda rolando por aqui.

É nesses programas que eu fico sabendo da existência de bairros como Santa Cruz, Comunidade (aqui quase não fala mais “favela”) do Piraquê, e municípios da Baixada, como Japeri, e outras bandas. Não há um dia monótono no Rio, é incrível como essa cidade é agitada.

No momento, o principal assunto é a instalação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) nas comunidades.  É uma verdadeira guerra, travada sob a dúvida de que se a retirada do tráfico dos morros não vai levar o crime para o asfalto. Entre uma batalha e outra, como a invasão de um hotel em São Conrado por bandidos em outubro, surgem novas modalidades de crime.

A polícia admitiu, por exemplo, que a sequência de carros incendiados na cidade – sete nos últimos dias – é uma nova modalidade de crime.Rodrigo Pimentel, aquele que inspirou o Capitão Nascimento e hoje é comentarista da Globo, já tinha cantado essa bola. Não vou esconder que dá medo tudo isso.

Mas de uma maneira muito misteriosa, o carioca não perde o bom humor diante dessas adversidades. No mesmo RJTV, passou hoje uma reportagem sobre o Bilhete Único, que acaba de ser implado no sistema de transportes. O programa acompanhou dona Filomena, uma senhora aposentada moradora de Vila Isabel, um dos berços do samba da zona norte. Feliz da vida com a possibilidade de economizar na passagem, ela comemora: “Vai dar pra ir pras todas escolas de samba visitar os amigos.”

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