Rádio feito em casa.

Estadão

15 de março de 2012 | 17h08

Vozes do Brasil já tem quase 15 anos e até por isso mesmo já teve vários formatos. Já foi diário e ao vivo, já foi de dia, de noite, já foi feito em auditório e em estúdios bacanérrimos como o Outra Margem de Paulinho Lepetit. Hoje ele é feito em casa. Na minha mesmo. Recebo os músicos num pequeno estúdio que montei com computador, mesinha de 4 canais e dois microfones cardióides (terminologia recém aprendida por esta vos escreve e que usa tais instrumentos há quase 30 anos!).

Tem sido uma delícia! Não só pela evidente facilidade e privilégio que é trabalhar em casa numa cidade como São Paulo mas principalmente pela possibilidade do encontro. Recebo em meu programa e em minha casa, artistas que eu admiro, pessoas que eu adoro conhecer. Kassin me trouxe docinhos pra tomar com café, com os meninos do Passo Torto fiz uma grande mesa de conversa na sala,Lenine ficou tentando arrumar as caixas do meu rádio mais antigo, Domenicoficou trocando impressões sobre nossa origem italiana comum, Mariana Aydarme trouxe Letieres LeiteFilipe Catto foi comigo pra cozinha, Lucas Santanna adorou a minha cachorrinha golden… e eu só estou contando das últimas.
A música é a arte da conexão, me disse hoje o maestro Letieres. Entre as pessoas e com o divino, como bem lembrou Lenine. E conectados que estamos, esses encontros correm pro Instagram, pro Facebook, pro Twitter e criam expectativa pra audição dos programas gravados aqui.
A rede Vozes do Brasil no rádio já tem 7 emissoras e seguimos correndo atrás pra aumentar esse número de parceiros. Quanto mais gente conectada pela música, melhor. Seja pela internet, pelo rádio ou assim de pertinho como no Vozes em Casa.
Letieres queria que fosse ao vivo. Eu também. Uma hora dessas a gente começa a por no ar essas gravações na hora mesmo em que elas acontecem. Como diz meu amigo Rodrigo Savazoni, especialista no assunto tecnologia, preciso chamar um moleque que entenda disso!

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