MUSICA, VINHO E LAREIRA NA SERRINHA

Estadão

28 de julho de 2009 | 12h06

Foi o oitavo ano do Festival de Artye da Serrinha. Evento que reune no inverno uma série de atrações numa fazenda em Bragança Paulista. O idealizador é o cenógrafo e artista plástico Fábio Delduque que entre outras coisas fez os cenários de Mart’nália e a capa do mais recente cd de Mariana Aydar.
É minha segunda participaçao e outra vez levei o filme Vozes Do (Co) mentado, que fiz com Helena maura e Thiago Taboada por acasião do lançamento do meu primeiro livro de entrevistas.
Passar o filme e depois conversar à respeito é uma atividade que eu adoro. Me dá uma nostalgia boa, me remete direto aos bons e fortes sentimentos ligados àquele momento especial da minha vida. O lançamento do primeiro livro, uma série de shows lindos pra celebrar com um elenco de artistas maravilhosos: Arnaldo Antunes, Itamar Assumpcao, Moska e Chico César, Zélia Duncan e Ná Ozzetti, Rita Ribeiro, Daúde, Luiz Melodia…. Foram quatro noites inesquecíveis.

o privilégio de ouvir boa música feita assim de pertinho...

o privilégio de ouvir boa música feita assim de pertinho...

Nessa foto, registrada com minha maquininha cor de rosa, Marcia Castro faz seu show depois da conversa e do filme. Lareira acesa, vinho, amigos e o som dessa baiana cheia de talento. Minha filha Gabriela, no meio do show, veio dizer ao meu ouvido: “essa moça ainda vai fazer muito sucesso…”
Pra mim ela já faz.
Alice Ruiz estava lá na platéia, minha querida amiga e poeta que admiro, com seus alunos de hai cai; Dudu Tsuda, músico original e performático, fez uma instalaçao sonora entre as árvores; Tatá Aeroplano também estava lá com seu chapéu e idéias geniais; Elisa Stecca passou a semana com uma turma em sua oficina “A Pele”; e ainda espalhados pela fazendo mil e uma atividades do Teatro da Vertigem.
Fui embora no sábado cedo e perdi o show de Mariana Aydar no galpão Busca Vida, mas trouxe uma cachaça muito boa e mais essa deliciosa experiência de compartilhar o que penso com um monte de gente bacana.
No ano que vem tem mais.

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