Márcia Castro e seu Coração Selvagem

Estadão

29 de março de 2012 | 11h14

Mais um programa pra ouvir com prazer. Márcia Castro veio fazer o Vozes em Casa e fizemos quase um faixa a faixa do seu novo cd “De Pés no Chão”.
Esse é o segundo cd de sua carreira e tem patrocínio Natura Musical. O show de lançamento foi em Salvador no Teatro Castro Alves com cenário de Fábio Delduque e direçnao de Gero Camilo e Paula Cohen. Esperamos que o show chegue em São Paulo com toda pompa e circunstância.

Para ouvir o programa siga esse link:  VOZES EM CASA COM MARCIA CASTRO 


O Coração Selvagem de Márcia Castro
Foi naquele pequeno e histórico porão que era o teatro Crowne Plaza que viMárcia Castro pela primeira vez. A jovem cantora baiana fez uma temporada e virou cult na cidade de São Paulo. Demorei pra ir mas no momento em que ela entrou, como todos os outros, fiquei absolutamente surpresa, enfeitiçada e comovida com sua presença no palco.

Uma moça diferente, uma garota moderna, contemporânea, sem nenhum traço do convencional, do esperado e conhecido tempero da música de sua terra mas com aquela marca da verdadeira baiana de Geraldo Pereira, a que entra na roda e sabe deixar a mocidade louca. Ela tem qualquer coisa daquela Gal Costa anos 70 que gravava Wally Salomão e Jards Macalé e que foi a musa de um exilio jovem e contracultural.
Marcia Castro tem esse lugar um pouco pela escolha do repertório e mais na atitude que revela liberdade. Tem aquela voz que você quer ouvir cantando as suas preferidas e algumas das minhas ela já cantou. No Crowne ouvi Lágrimas Negras, de Mautner e Jacobina, com Tom Zé ela cantou O Filho do Pato no Estudando a Bossa, do repertório das canções de Marina Lima fez Meu Doce Amor, de Itamar cantou a sensualissima Beijo na Boca com acento rock’n roll, trouxe pros nossos ouvidos carentes o melhor do bardo esquecido Belchior, e ao mesmo tempo visita seus contemporaneos como Luciano Salvador Bahiade quem gravou a excelente Queda.
Inventou a Pipoca Moderna, uma reunião de cantoras que se frequentam, se admiram artisticamente e tem em comum o que ela chama de matriz negra, uma sonoridade afro/baiana/brasileira/contemporânea. Nessa organização de conteúdo se revela uma artista que pensa, que tem estofo para a reflexão sobre seu oficio.
Ao mesmo tempo é um animal em cena. É o próprio Coração Selvagem de Belchior, o anjo rebelde, o arco iris, a que esconde um beijo embaixo do blusão.

O que ela apresenta nos palcos não cabe nos discos. Por isso não se pode conhecer Marcia Castro só nos cds. É pouco.
Há que se ouvir seu repertorio de outsiders numa noite fria do Festival de Arte da Serrinha ou num palco de praia em Salvador pulando Doces Bárbaros.
Marcia chega ao segundo disco trazendo na sua música a já tradicional mistura dos Novos Baianos com as bençãos do pop contemporâneo, indo mais longe. Nós, na massa, vamos logo atrás.

No portal Natura Musical tem Preta Pretinha pra download. :)
E aqui na Livraria Cultura um link pra comprar o cd “De Pés no Chão

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