A Hiroshima de Vinicius de Moraes

Estadão

11 de agosto de 2009 | 10h07

Arnaldo Jabor foi o único a comentar hoje nos jornais de São Paulo: nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, bombas atômicas foram lançadas sobre o Japão. Aqui no Pandorama, o colega Catatau fez um comentário no seu blog no final de semana. Mas hoje, lendo o Estadão, achei muito pertinente a observaçao sobre o estigma que pesa sobre a Alemanha Nazista e a comemoraçao mundial que se seguiu depois das tragédias de Hiroshima e Nagazaki. A cultura do herói que a América do Norte soube vender muito bem dá esse tipo de resultado.
Aqui no Brasil, a terra do Homem Cordial, se ouviu uma voz dissonante: Vinicius de Moraes escreveu o poema “A Rosa de Hiroshima”. Na decada de 70 o libelo virou um clássico da nossa música popular com a gravaçao dos Secos e Molhados. “A rosa radioativa, estúpida, inválida…”

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Esse grupo de atuação meteórica deixou um legado imenso de liberdade criativa. Foi um sucesso nacional misturando rock’n roll com canção, arranjos sofisticados, roupas e atitudes extravagantes. Na verdade, no caso de Ney Matogrosso, quase nenhuma roupa…

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