‘Zombillénium’: a aposta da animação pop em Cannes

‘Zombillénium’: a aposta da animação pop em Cannes

Rodrigo Fonseca

23 Maio 2017 | 13h29

Baseado em HQ de sucesso na Europa, “Zombillenium” é uma aposta da indústria da animação em Cannes

RODRIGO FONSECA

Há exatamente 70 anos, Dumbo saiu de Cannes com o prêmio de melhor desenho animado, o que parecia ser o início de uma prolífica história de amor entre o maior festival de cinema do mundo e a indústria da animação. Mas esse matrimônio não se concretizou, uma vez que é sempre microscópica a presença de filmes animados nas telas da Croisette. Mas Zombillénium, um dos longas-metragens infantojuvenis mais esperados do ano na França, pode mudar essa relação afetiva, dado a aposta que o mercado exibidor europeu faz na produção dirigida por Alexis Ducord com base na HQ de Arthur de Pins. Já houve um (bom) exemplar do setor por aqui: Tehran Taboo, um dos indicados aos prêmios da Semana da Crítica, que usa rotoscopia (técnica a partir da qual cenas com atores reais ganham aspecto de pintura ou ilustração) para narrar a realidade de corrupção e repressão sexual do Irã. Mas este é um título candidato a cult e de pouco potencial mercadológico. O filme de Ducord, não.

 

Com sessão em Cannes marcada para a tarde desta quarta, Zombillénium explora o dia a dia de um parque de diversões para monstros, cujo gerente é um vampiro. Mas a presença de um humano pode ameaçar o futuro daquele empório da alegria para o mundo das trevas.