Wakanda e Boseman forever na ‘Tela Quente’

Wakanda e Boseman forever na ‘Tela Quente’

Rodrigo Fonseca

31 de agosto de 2020 | 10h35

Rodrigo Fonseca
Uma “Tela Quente” que faz jus ao nome nos aguarda neste 31 de agosto. Na segunda, às 22h40, numa necessária e justíssima homenagem a Chadwick Boseman, morto de câncer na sexta-feira, a TV Globo vai exibir “Pantera Negra” (“Black Panther”, 2018), no qual o brilhante ator deu vida ao monarca de Wakada. Seu realizador, Ryan Coogler, traz em seu currículo um prêmio na mostra Un Certain Regard de Cannes por “Fruitvale Station” (2013) e o sucesso “Creed – Nascido para Lutar” (2015). As sequências de ação do longa com Boseman esbanjam exuberância, por conta do visual clicado por Rachel Morrison (a primeira mulher a ser indicada a um Oscar na categoria de Melhor Fotografia) e pela edição de Debbie Berman e Michael P. Shawver, que incluiu a presença da montadora carioca Claudia Castello. Criado em julho de 1966, nas páginas da HQ Fantastic Four nº 52, o Pantera Negra ganha, sob a batuta de Coogler, o protagonismo de uma trama que se equilibra entre a futurística nação africana de Wakanda e a Coreia do Sul, palco de uma cena de perseguição idealizada para eletrizar plateias como poucas vezes se viu nos filmes Marvel. A tarefa de T’Challa é manter sua pátria coesa depois da dor que se instalou por lá após a morte de seu pai, o antigo rei, numa articulação do Barão Zemo. Mas um vilão interessado nas reservas de vibranium, o Garra Sônica (encarnado pelo ator e coreógrafo Andy Serkis, o Gollum de “O Senhor dos Anéis”, amplificado por efeitos em CGI), abalará a paz de T’Challa. Ele ainda precisa ainda deter a vaidade de um conterrâneo vingativo, Erik Killmonger (Michael B. Jordan, interprete assinatura de Coogler). Por aqui, Rodrigo Oliveira dubla Boseman nesta produção, que faturou US$ 1,3 bilhão, papou três Oscars (os de Trilha Sonora, Figurino e Direção de Arte) e significou uma revolução audiovisual na representatividade das populações negras.

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