Veras à vera nos cinemas

Veras à vera nos cinemas

Rodrigo Fonseca

23 de junho de 2016 | 15h38

Marcos Veras em cena de

Marcos Veras em cena de “Festa da Firma”

Prestes a arrancar toneladas de risos com o coletivo Porta dos Fundos em Contrato Vitalício, filme agendado para o próximo dia 30, Marcos Veras tem uma maratona de filmes para desovar nos próximos meses deste e do próximo ano, inclusive um drama: O Filho Eterno, de Paulo Machline. Mas no bolsão de longas que tem para desovar, um pode fazer diferença crucial na atual cena nacional de neochanchadas: Festa da Firma. Por quê? Porque a direção é assinada por um talento – André Pellenz – que fez (toda a) diferença na condução de um dos mais bem-sucedidos exemplares do filão: Minha Mãe É Uma Peça (2013). Agora, com Veras, ele explora o universo daqueles (quase sempre constrangedoras) celebrações empresariais de fim de ano.

“É o que eu chamaria de comédia corporativa”, define Veras, um dos humoristas mais talentosos em atividade hoje no país, que fugiu dos estereótipos e dos cacoetes do riso óbvio no subestimado Entre Abelhas (2015).

Como protagonista de Festa da Firma, ele encarna um funcionário de RH com a tarefa de organizar uma comemoração entre seus funcionários. O evento, ao contrário do que ele espera, suscita mil trapalhadas e viradas profissionais.

“Todo mundo tem uma história para contar de uma festa assim”, diz o ator, em cartaz nos palcos paulistanos com a peça Acorda Pra Cuspir (monólogo de Eric Bogosian encenado no Teatro Porto Seguro, em Sampa).

Pellenz concluiu as filmagens de Festa da Firma há pouco, preparando-se para encarar sua finalização. No segundo semestre, Veras será visto ainda de O Shaolim do Sertão, um dos títulos mais esperados do país este ano, marcando uma nova dobradinha dos criadores do fenômeno cearense Cine Holliúdy (2013) nas telas: o diretor Halder Gomes e o ator Edmilson Filho. Veras faz um sujeito fedido a marra que vai irritar um aspirante a Bruce Lee dos confins do Ceará.

p.s.: Falando das potencias cearenses, o festival local, o Cine Ceará, chegou ao fim nesta quarta, com uma premiação louvável, tendo a comédia dramática uruguaia Clever, de Federico Borgia e Guillermo Madeira, como o escolhido para o troféu Mucuripe de melhor filme. Numa escolha acertadíssima do júri, o prêmio de melhor diretor foi para Marcos Guttmann, por Maresia, que rendeu ainda uma láurea de melhor ator para Julio Andrade. Sabrina Greve ficou com a estatueta de melhor atriz por seu desempenho irretocável em Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois. E o doc Menino 23, de Belisario Franca, recebeu os prêmios de roteiro (quesito onde reinou soberano) e montagem.

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