Venom ataca na TV e nas bancas

Venom ataca na TV e nas bancas

Rodrigo Fonseca

13 de junho de 2019 | 15h35

Rodrigo Fonseca
Tem “Venom Rex” nas bancas, em lançamento fino da Panini Comics, inspirado pelo sucesso que o vilão, agora um anti-herói, esboçado em 1984 (na série de gibis “Guerras secretas”) e delineado em 1988, alcançou ao passar para os cinemas, em 2018, numa produção de US$ 100 milhões. O faturamento dela em cartaz beirou US$ 855 milhões pelo mundo afora. O longa-metragem já está na televisão, na grade dos canais HBO e Max. Marvetes (alcunha dada aos fanáticos pelo universo de Stan Lee) têm motivos diversos para ir ao delírio com o divertidíssimo “Venom”, começando pela evocação feita pelo longa ao traço incomparável de Todd McFarlane, desenhista que celebrizou o personagem, e seu alter ego, Eddie Brock, nas HQs, no fim dos anos 1980. A anatomia gordurosa, cheia de excessos, de McFarlane está espelhada no que o filme dirigido pelo sempre ousado Ruben Fleischer (“Zumbilândia”) tem de mais potente esteticamente: a fotografia de Matthew Libatique. Ela é saturada até o ponto certo, sem repetir fórmulas pasteurizadas dos filmes de super-herói. Até porque, este thriller de fantasia – que começa trágico, como um episódio da série do “Hulk”, com Bill Bixby, e descamba pruma chanchada na linha “Deadpool” – está mais para um “filme de monstro” com Lon Chaney Jr. (astro de “O Lobisomem”, de 1941) do que para o vigilantismo lúdico de “Os Vingadores”.

Há casos de má escalação do vilão: o ator Riz Ahmed soa coxinha demais como um aspirante a Lex Luthor, ao viver Carlton Drake. Apesar dela, Fleischer conta com a atuação em estado de graça de Tom Hardy. Ele humaniza Brock em múltiplas latitudes. Tudo aqui começa como um enredo de aceitação (Brock se funde com um simbionte), protagonizado por um egocêntrico de carteirinha. Mas a narrativa sofre uma guinada, sem movimentos bruscos, para a “heroicização”, sem sacrificar a sordidez essencial de Brock. A montagem acomoda bem as cenas de ação, amplificadas pela trilha de Ludwig Göransson. As cenas pós-créditos valem a espera – uma com Woody Harrelson, outra com uma animação no “Aranhaverso”. No Brasil, Guilherme Briggs dubla Venom.

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