‘U.S. Marshals’ na TV: Wesley Snipes, eterno herói

‘U.S. Marshals’ na TV: Wesley Snipes, eterno herói

Rodrigo Fonseca

04 de outubro de 2020 | 11h22

Aos 58 anos, Wesley Trent Snipes tem no currículo filmes de Spike Lee e Mike Figgis, além de ter sido o Blade da Marvel

Rodrigo Fonseca
Jamais teria havido o império Marvel nas telas se o ator Wesley Trent Snipes não tivesse batido o pé e insistido em produzir, com o apoio da New Line, uma versão para as telas de um coadjuvante das HQs do Justiceiro, o vampiro caçador de criaturas das Trevas Blade. Era 1998 e o estrondo de bilheteria provocado por Blade, com suas sequências de ação vertiginosas, deram a Snipes os holofotes da cultura pop num momento em que ele desfrutava já do prestígio após ter conquistado a Copa Volpi de Melhor Interpretação masculina em Veneza, em 1997, com “Por Uma Noite Apenas”. Naquele período de consagração, ele foi escalado para dividir as telas com Tommy Lee Jones num derivado de “O Fugitivo” (1993): o frenético thriller “U.S. Marshals – Os Federais” (1998). Dirigida pelo montador Stuart Baird, essa tensa produção de US$ 60 milhões, cuja arrecadação chegou a US$ 102,3 milhões, vai ser exibida na Globo nesta madrugada, à 0h40. Na trama, o agente Samuel Gerard (papel que dera um Oscar a Lee Jones quatro anos antes) é incumbido de caçar um motorista, Sheridan (Snipes, impecavelmente bem dublado por Márcio Simões) acusado de assassinato. Sheridan tem uma série de proficiências marciais e destrezas no gatilho que fazem dele um alvo de suspeitas. Mas Gerard, numa caçada de desafiar a gravidade, começa a perceber que o Mal talvez não seja ele e sim uma série de forças corruptas ao redor de sua presa. Essa narrativa ajudou a fazer de Snipes um ícone heroico na década de 1990, sem ter emperrado seu prestígio como um intérprete capaz de rasantes dramáticos. E ele já possuía em seu histórico o genial “Febre da Selva” (1991), de Spike Lee, e um personagem pipoca memorável: o vilão Simon Phoenix, de “O Demolidor”, no qual trocava tapas e tiros com Stallone. Mas sua carreira foi atropelada por uma acusação de sonegação de impostos que ocasionou seu afastamento das telas por um tempo. Uma ajudinha de Stallone, com um convite para “Os Mercenários 3” (2014), deu a ele um novo ânimo. Em 2019, Snipes brilhou na Netflix ao lado de Eddie Murphy em “Meu Nome É Dolemite”. E voltará a ser visto ao lado dele, no fim do ano, na sequência de “Um Príncipe em Nova York” (1988). Aos 58 anos, Snipes segue brilhando… e brilhante… com dois projetos por vir: “Outbreak Z” e “Chronicles of the Mayan Tunnel”.

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