Tributos a Milena Canonero e Geoffrey Rush em Berlim

Tributos a Milena Canonero e Geoffrey Rush em Berlim

Rodrigo Fonseca

31 Janeiro 2017 | 10h41

Milena Canonero: figurinista receberá um prêmio da Berlinale pelo conjunto de sua obra

Milena Canonero: figurinista receberá um prêmio da Berlinale pelo conjunto de sua obra, laureada com quatro Oscars


RODRIGO FONSECA
No empenho de prestigiar profissionais de funções técnicas do cinema, e não concentrar suas homenagens apenas a realizadores, o 67º Festival de Berlim (9 a 19 de fevereiro) vai prestar um tributo a um mito da moda nas telas: a figurinista italiana Milena Canonero (de Laranja Mecânica), ganhadora de quatro Oscars, foi escolhida para receber um Urso de Ouro honorário, pelo conjunto de sua obra. Ela foi premiada com a estatueta da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood por Barry Lyndon (1975), Carruagens de Fogo (1981), Maria Antonieta (2006) e O Grande Hotel Budapeste (2014) e acaba de assinar os figurinos de Bonjour Anne, para Eleanor Coppola (a mulher de Francis Ford). Na cerimônia de honra à estilista, no dia 16, será projetado O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick, que vai voltar às telas, em cópia preservada inédita.

Além dela, a Berlinale vai presentear mais três personalidades do audiovisual com um troféu celebrativo, a Berlinale Camera: a produtora e distribuidora chinesa Nansun Shi, o ator australiano Geoffrey Rush e o crítico egípcio Samir Farid.

Ainda nesta terça, o festival anunciou quem vai integrar o júri presidido pelo diretor holandês Paul Verhoeven (ganhador do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro por Elle): a produtora tunisiana Dora Bouchoucha Fourati, o artista plástico islandês Olafur Eliasson, as atrizes Maggie Gyllenhaal (EUA) e Julia Jentsch (Alemanha), o ator e diretor mexicano Diego Luna e o cineasta chinês Wang Quan’an.

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“Joaquim”: candidato brasileiro ao Urso de Ouro fala sobre Tiradentes

Desde 2008, ano da vitória de Tropa de Elite na Berlinale, não se via uma esquadra brasileira tão ampla no evento germânico quanto a deste ano: 13 títulos nacionais vão passar por lá. Até o momento, a participação brasileira – falando português – inclui nove longas, três curtas e mais a produção Brasil-Itália-França-EUA Call Me By Your Name, didigida pelo italiano Luca Guadagnino e produzida pelo carioca radicado em SP Rodrigo Teixeira. Na competição oficial concorre Joaquim, de Marcelo Gomes, sobre os bastidores da Inconfidência Mineira. Na seção Panorama, entraram Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky; Pendular, de Julia Murat, e Vazante, de Daniela Thomas. Na mostra Geração, estão Mulher do Pai, de Cristiane Oliveira; As Duas Irenes, de Fábio Meira; e Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança. E João Moreira Salles lançará o seu No Intenso Agora por lá no Panorama Dokumente, encerrando um jejum de dez anos sem lançar filmes depois da consagração mundial de seu Santiago (2007). No Fórum entrou ainda Entraram ainda no festival os curtas Estás Vendo Coisas, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (este na briga pelo Urso de Ouro) e Em Busca da Terra Sem Males, de Anna Azevedo (que ficou na mostra Generation KPlus.

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Tendo como filme de abertura (em competição) o drama musical Django, de Etienne Comar, sobre o jazzista Django Reinhardt (1910-1953), o Festival de Berlim já confirmou a exibição hors-concours de dois dos longas mais aguardados pelo filão pop do mercado cinematográfico em 2017: a terceira aventura solo do mutante Wolverine, Logan, de James Mangold, e T2 –Trainspotting, de Danny Boyle. Numa aposta em um perfil pop, o evento projetará Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final – 3D e Annie Hall – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977) em sua seção de clássicos.