Tintas de inclusão racial no novo (e ótimo) ‘Homem-Aranha’

Tintas de inclusão racial no novo (e ótimo) ‘Homem-Aranha’

Rodrigo Fonseca

06 de julho de 2017 | 13h31

Laura Harrier é Liz, a paixão platônica de Peter Parker (Tom Holland) em “Homem-Aranha: de Volta ao Lar”

RODRIGO FONSECA
Há muito mais do que Tom Holland no novo Homem-Aranha, o recém-lançado De Volta ao Lar, em especial, o desempenho apoteótico de Michael Keaton para fazer do Abutre um dos vilões mais demasiadamente humanos do cinema contemporâneo.
E agora, com ele em cartaz, com todos os seus méritos, pode, enfim, acabar a xaropada qie tenta apregoar (o bom… e nada mais) Mulher-Maravilha como o maior filme de super-heróis já feito – coisa que ele não passa nem perto de ser, apesar da eficiência de Patty Jenkins na direção. O novo Aranha faz jus à trilogia de Sam Raimi, mas sem apostar no épico, tendo como diferencial social uma aposta num desenho multirracial, em que a mocinha é a atriz negra Laura Harrier. Numa atuação impecável, Laura é a primeira estrela afro-americana a encarnar o par romântico de Peter Parker e o faz com uma eficiência inquestionável. E tem ainda a ótima Zendaya, também de filiação afro, no elenco, que escalou o subestimado Bokeem Woodbine como o vilão elétrico Shocker.  
E não percam as copias dubladas, pois têm Garcia Júnior (um gênio da voz) como a versão brasileira de Keaton, que rouba o filme para si.

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