‘The Twilight Zone’ volta ainda mais fantástico

‘The Twilight Zone’ volta ainda mais fantástico

Rodrigo Fonseca

22 de fevereiro de 2021 | 09h36

Jenna Elfman e Christopher Meloni no episódio “Uma Face Humana”

Rodrigo Fonseca
Embora a magia esteja onipresente na streaminguesfera via “WandaVision”, a chegada da segunda temporada da magistral “The Twilight Zone” (“TTZ”) à Amazon Prime fortalece a presença das narrativas extra-ordinárias na seara das narrativas serializadas, com a marca de crítica social inerente ao trabalho de Jordan Peele como produtor. Aos 42 anos, o oscarizado realizador de “Corra!” (2017) e “Nós” (2019) tem um filme novo (no posto de diretor) previsto para 2022 e ainda tem uma releitura de “Candyman” para estrear este ano, sempre calcado na questão da violência racial. No terreno das séries, ele está no páreo deste Globo de Ouro com “Lovecraft Country”, da HBO, que será anunciado no domingo, e pode levar o troféu de melhor seriado de drama. E, em paralelo, brilha como host e como timoneiro da reformulação de “Além da Imaginação”, a tal “TTZ” aqui citada, que regressou com “No Meio do Caminho”, enredo calcado em um romance telepático. Tem mais sete episódios para se conferir. Um dos melhores é “Uma Face Humana”, que traz uma aula de atuação de Jenna Elfman (“Dahrma e Greg”) e do prolífico Christopher Meloni (o detetive Eliott de “Lei & Ordem: Unidade de Vítimas Especiais”). Os dois vivem um casal em luta pela perda de uma filha que se encontram às voltas com a visita de um ET. A criatura vai esgarçar ainda mais as feridas deles. Mas pode ser para o bem… O “The Twilight Zone” original foi criado em 1959, para a rede CBS, sob o comando de Rod Serling (1924-1975), e marcou época por explorar estranhezas do dia a dia, no limite do que é real e do que é fantástico.

O diretor de “Corra!” (“Get Out”, 2017) comanda a nova “A Hora da Imaginação”

p.s.: Uma “Sessão da Tarde” de ouro abre esta semana cinéfila: o thriller “Incontrolável” (“Unstoppable”, 2010), o canto de cisne de Tony Scott (1944-2012). Na trama desta produção de US$ 100 milhões, que faturou US$ 167 milhões, um trem carregado de produtos altamente tóxicos está desgovernado e o perigo é iminente. Um jovem condutor (Chris Pine, perfeito) e um maquinista experiente (Denzel Washington) precisam evitar que uma pequena cidade em seu caminho seja destruída. A única saída é botar em prática uma operação muito arriscada, mas o tempo corre contra eles. Na versão brasileira, Sérgio Moreno dubla Denzel e Hermes Baroli dá voz a Will. A exibição na Globo, nesta segunda, é às 15h.

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