Tem ‘Saltimbancos Trapalhões’ na TV Brasil

Tem ‘Saltimbancos Trapalhões’ na TV Brasil

Rodrigo Fonseca

10 de abril de 2022 | 10h22

A rede educativa exibe o fenômeno de bilheteria que vendeu 5,2 milhões de ingressos em 1981

Rodrigo Fonseca
Em seu primoroso resgate do cinema popular de humor do Brasil, debruçando-se já alguns anos sobre o legado de Amácio Mazzaropi (1912-1981) e Dercy Gonçalves (1907-2008), a TV Brasil tem explorado – e muito bem – o baú cinematográfico de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias em todo o seu esplendor, com direito a uma exibição da obra-prima do quarteto nas telonas: “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981). A sessão vai ser às 16h. Ao longo dos anos 1980, era um programa certo ver essa joia do croata J.B. Tanko (1906-1993) nas noites de domingo, sempre que o grupo tirava férias de seu programa dominical na TV Globo. Agora é a vez de rever a força da fotografia de Antônio Gonçalves iluminando as músicas de Chico Buarque numa produção que vendeu 5.218.478 ingressos. E Renato Aragão está luminoso em cena.

Sua trama revisita o universo circense. Funcionários humildes, os amigos Didi, Dedé, Mussum e Zacarias transformam-se na principal atração do circo Bartholo graças à capacidade que possuem de fazer o público rir. Por isso, eles encaram a oposição do perverso mágico Assis Satã (Eduardo Conde) e a ganância de Barão (Paulo Fortes), o dono da trupe. Didi gosta da bailarina Karina (Lucinha Lins), filha do Barão, mas a moça prefere ficar com o acrobata Frank (Mário Cardoso, impecável em cena). O rapaz é desejado pela domadora de leões Tigrana (Mila Moreira). Após enfrentarem as mais diversas aventuras, perigos e situações atrapalhadas, fugindo pra cidade grande, a trupe consegue transformar a lona onde trabalham numa comunidade feliz e próspera, ao som de canções inesquecíveis como “Piruetas”, “Hollywood” e “Rebichada”.
Em 2017, o filme ganhou uma versão musical, com o próprio Aragão, inspirada por um espetáculo teatral, protagonizada pelo próprio Aragão.

Antônio Gonçalves assina a fotografia do longa

p.s.: Às 15h deste domingão, a Cinemateca do MAM-RJ exibe “Agente Triplo”, indicado ao Urso de Ouro de 2004, na retrospectiva da obra do diretor francês Éric Rohmer (1920–2010), pilar poético da Nouvelle Vague e um dos mais sagazes mestres do uso da palavra nas telas. Na trama, um militar russo e sua mulher, uma pintora grega, são envolvidas pelo torvelinho da História às vésperas do III Reich.

p.s. 2: Às 2h, a TV Globo exibe “Até o Limite da Honra” (“G.I. Jane”, 1997), em que Ridley Scott fez Demi Moore passar pelo árduo treinamento dos fuzileiros navais de operações táticas dos EUA. Foi o filme que inspirou a infeliz piada machista de Chris Rock contra Jada Pinkett Smith na última cerimônia do Oscar.

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