‘Sylvie’s Love’, um elogio à dor do querer

‘Sylvie’s Love’, um elogio à dor do querer

Rodrigo Fonseca

22 de dezembro de 2020 | 12h36

Rodrigo Fonseca
Estrela ascendente no cinemão nas franquias “Os Vingadores”, “Thor” e “Creed”, Tessa Thompson é o principal chamariz de atenções para “Sylvie’s Love”, um achado estético da streaminguesfera neste fim de ano previsto para estrear na Amazon Prime no dia 25 de dezembro, como um presente de Natal. É um romance em um tons dramáticos que amplia o cardápio de produções de tom mais intimista de sua plataforma, seguindo os passos de “Uncle Frank”, de Alan Ball, e “O Som do Silêncio”, de Darius Marder. A direção é de Eugene Ashe, que escolheu a década de 1950 para ambientar sua narrativa. No longa, que chega agora ao streaming, Sylvie (papel de Tessa) trabalha na loja de discos de seu pai e vê sua rotina ser rompida pelo envolvimento com um saxofonista de talento, Robert (Nnamdi Asomugha), que vira funcionário lá também. A paixão por ele vai esbarrar no envolvimento do rapaz com o jazz e as exigências da indústria musical.
“A ideia de que o amor é a medida do bem do outro entra neste filme como uma discussão sobre saber abrir mão do objeto do seu desejo em prol de uma carreira. Este é um filme sobre o quanto as escolhas profissionais atropelam as escolhas afetivas”, disse Ashe ao Estadão, esbanjando suavidade em sua direção. “Um ponto que me importa muito é a luta de Sylvie por sua emancipação profissional”.

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