Sete diretoras que renovam Tribeca

Sete diretoras que renovam Tribeca

Rodrigo Fonseca

23 de abril de 2020 | 11h22

Achados de Tribeca: “Welcome to a Bright White Limbo”, de Cara Holmes, acompanha o trabalho de uma coreógrafa de Belfast, Oona Doherty, e seu trabalho de corpo

Rodrigo Fonseca – #FiqueEmCasa
Até o dia 26, Tribeca está disponibilizando parte de seu cardápio online, sendo “12 Hour Shift”, de Brea Grant, sobre uma enfermeira envolvida com tráfico de órgãos, o melhor dos títulos em concurso já exibidos até agora. Tem ainda uma animação já encarada como cult nas fileiras de atrações do evento: “Grandad Was a Romantic”, de Maryam Mohajer (Reino Unido), na qual a realizadora revive memórias familiares de um avô sedutor que coleciona paqueras em meio a suas andanças pela vida. Mas Brea e Maryam não foram as únicas mulheres cineastas a escrever o nome no livro da posteridade do mais instigante dos festivais de Nova York. Confira a seguir sete diretoras que prometem renovar o audiovisual:

Cara Holmes (Irlanda): numa fina mistura de linguagem documental e gramáticas de dança, a diretora faz de “Welcome to a Bright White Limbo” mais do que um registro da performance “Hope Hunt”, da coreógrafa Oona Doherty, de Belfast: trata-se de um ensaio poético sobre o corpo como espaço de manifesto;
Ugonna Okpalaoka, Nadine Natour (EUA): em “Gloves Off”, esta dupla de diretoras narra o cotidiano de uma policial que extravasa suas frustrações no boxe.
Ruthy Pribar (Israel): o grande achado de Tribeca em 2020 periga ser “Asia”, belíssima reflexão sobre sororidade no âmbito do amor materno, na observação do dia a dia de uma imigrante russa às voltas com as descobertas sexuais e afetiva de sua filha cadeirante;
A. J. Al-Thani (Qatar): a jovem realizadora arranca uma atuação comovente de Sana Al-Habib em “The Black Veil”, sobre uma mulher em combate contra a opressão do sexismo;
Rachel Grady e Heidie Wing (EUA): mais precioso dos documentários de Tribeca, “Call Your Mother” dá a palavra a mães de comediantes que estão em busca de prestígio, para entender a gênese do humor.

p.s.: Esta “Sessão da Tarde” confere o singelo “Um Tio Quase Perfeito”, de Pedro Antonio, com Marcus Majella vivendo uma espécie de Mrs. Doubtfire com irreverência e afeto. Pedida ideal para crianças em 40ena. Rola às 14h50.

p.s.2: A rede Cinemark ficou maluca, no melhor sentido do adjetivo. Até mesmo quem mora em cidades que a empresa exibidora não está presente vai poder comprar objetos como copos, baldes de pipoca e garrafas temáticos de grandes sucessos do cinema na loja virtual http://lojacinemark.maisbarato.net/ e recebê-los em casa, com todo o conforto e segurança. A venda já está aberta para todo o país. Estão disponíveis artigos de filmes como “Vingadores”, “Star Wars”, “Frozen”, “Homem-Aranha” e “Sonic”. Com design diferenciado, as peças são inspiradas em objetos ou personagens emblemáticos de cada produção e podem ser adquiridas separadamente ou em kits.

p.s.3: Melhor (e mais injustiçado) filme da Berlinale 2019, “O Bar Luva Dourada” (“Der goldene Handschuh”), de Fatih Akin, vai pra canais de streaming e plataformas digitais diversas como o iTunes, o GooglePlay o VivoPlay e a Net Now. A produção recria os crimes do psicopata Fritz Honka, um feminicida alemão dos anos 1970. Sob quilos de maquiagem, o ator Jonas Dassler interpreta o criminoso magistralmente.

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