Sete atrações obrigatórias do Anima Mundi 2019

Sete atrações obrigatórias do Anima Mundi 2019

Rodrigo Fonseca

12 de julho de 2019 | 19h25

“Invisible”: Integrante da equipe de Miyazaki aposta na direção, narrando a aventura de um homem que ninguém vê… só os ditos cegos

Rodrigo Fonseca
Depois de muita luta para conseguir os recursos mínimos para sair da papel, o Anima Mundi vai fazer jus à expectativa de seus habituais fãs com um menu surpreendentemente vigoroso de curtas e longas-metragens, que será servido de 17 a 21 de julho no Rio de Janeiro, e de 24 a 28 de julho, em São Paulo. São mais de 300 filmes de 40 países. Confira a seguir o que não se deve perder de jeito nenhum:

“Tio Tomás – A contabilidade dos dias”
, de Regina Pessoa (“Oncle Thomas – La Comptabilité des jours”, Portugal): De um detalhismo milimétrico na representação da rotina de um absorto contador e do dia a dia de travessuras de sua sobrinha, este ensaio lusitano sobre o processo de (auto)enclausuramento existencial carrega o lirismo que fez da diretora de “A noite” (1999) uma das maiores animadoras da Europa. Conquistou o Prêmio do Júri de Annecy, na França.

“Apneia”, de Carol Sakura e Walkir Fernandes (Brasil): Com uma sutileza singular, este mergulho nos traumas de infância tangência fantasmas de abusos enquanto gera metáforas de desamores líquidos, numa relação mãe e filha. Os diálogos transbordam poesia, como se vê em falas do tipo: “Nem sempre quem vai à água te socorrer aprendeu a nadar” ou “Havia um mar dentro da minha mãe; quando eu saí, ela secou”.

“Tio Tomás”: excelência portuguesa

“Invisible”, de Akihiko Yamashita (Japão): Artesão do estúdio Ghibli, integrante da equipe de Hayao Miyazaki no oscarizado “A viagem de Chihiro” (2002), o veterano animador de cults como “Chûzumô” (2010) narra neste anime a saga de um homem invisível que tenta se fazer notar, numa grande metrópole, como pode. Só aqueles ditos cegos parecem ser capazes de vê-lo.

“Hors Piste”
, de Léo Brunel, Loris Cavalier, Camille Jalabert e Oscar Malet (França): Num hilário exercício com a computação gráfica, um time de estudantes da École de Nouvelles Images narram a rotina dos dois melhores socorristas dos Alpes em meio a uma operação de salvamento onde tudo sai errado. É uma chanchada médica, hilária do começo ao fim.

“Um dia no parque”
, de Diego Parral (“Un día en el parque”, Espanha): Um idoso revê o quanto sua juventude… nos anos 2000 (!)… foram melhores do que os dias atuais de um futuro distópico, onde a realidade virtual desconecta pessoas. É uma assustadora fábula sobre a alienação digital.

Heatwave”
, de Fokion Xenos (Inglaterra): Soberana no stop-motion, a terra de Sua Majestade aposta em massinha de modelar para mostrar os efeitos de uma onda de calor sobre um grupo de pessoas que tenta curtir um dia de praia.

“Contra-filé”,
de Pedro Iuá (Brasil):  Candidato a cult, este thriller com bonecos de resina mostra a luta de um homem para sobreviver à perseguição do submundo, encontrando num açougue  uma possível saída para seus problemas. Diálogos hilários se alternam com situações de extrema tensão, numa narrativa policial com ecos de tramas noir.

“Hors Piste”: uma chanchada na neve

Entre os longas, merecem distinção “Buñuel en el laberinto de las tortugas”, de Salvador Simó, sobre a juventude do diretor de “Um cão andaluz” (1929), e “A Cidade dos Piratas”, um misto de documentário e desabafo de Otto Guerra sobre sexualidade, com base no universo da cartunista Laerte. Confira a seguir a grade exibidora do Anima Mundi:

Rio de Janeiro: de 17 a 21 de julho, no Centro Cultural Banco do Brasil (R. Primeiro de Março, 66 – Centro) e Estação Net Botafogo (R. Voluntários da Pátria, 88 – Botafogo);

São Paulo: de 24 a 28 de julho, no Itaú Cultural (Av. Paulista, 149 – Bela Vista), Petra Belas Artes (R. da Consolação, 2423 – Consolação), IMS Paulista (Av. Paulista, 2424 – Consolação) e Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana).

 

 

 

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