Sci-fi mais esperado do momento, ‘Arrivals’ terá vitrine em San Sebastián

Sci-fi mais esperado do momento, ‘Arrivals’ terá vitrine em San Sebastián

Rodrigo Fonseca

22 de agosto de 2016 | 11h09

Amy Adams conversa com ETs em

Amy Adams conversa com ETs no sci-fi “A Chegada”, de Denis Villeneuve

RODRIGO FONSECA

Indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza (31 de agosto a 10 de novembro) e já encarado como a ficção científica do momento, A Chegada (Arrival), do canadense Denis Villeneuve, já descolou para si outra vitrine de luxo no cenário das grandes mostras cinematográficas europeias, como um caminho para divulgar sua estreia mundial, no dia 11 de novembro: o longa-metragem vai encerrar a mostra Pérolas do Festival de San Sebastián, na Espanha. Agendado de 16 a 24 de setembro, em solo espanhol, o evento vai projetar os ganhadores do Urso dourado de Berlim e da Palma de Ouro de Cannes – Fogo no Mar e I, Daniel Blake – além de acolher filmes inéditos de Oliver Stone (Snowden), Emir Kusturica (On The Milky Road), Bertrand Bonello (Nocturama), Paul Verhoeven (Elle), Ewan McGregor (estreando na direção com Pastoral Americana), João Pedro Rodrigues (O Ornitólogo), Jeff Nichols (o cult Midnight Special), Todd Solondz (Wiener-Dog) e das brasileiras Eliane Caffé (Era o Hotel Cambridge) e Marília Rocha (A Cidade Onde Envelheço). Villeneuve já concorreu lá em 2013 com seu pouco visto O Homem Duplicado, baseado em Saramago.

a Arrival poster

Concorrente ao Oscar (de filme estrangeiro) em 2011 com Incêndios e eleito cineasta cult depois da (merecida) consagração mundial de Sicário (2015), o realizador narra em A Chegada o périplo de uma linguísta (Amy Adams) para auxiliar o governo dos EUA na comunicação com formas de vida alienígena. Jeremy Renner e Forest Whitaker estão no elenco desta produção de US$ 60 milhões, rodada em Montreal. Em busca de maior intimidade com o filão sci-fi, Villeneuve está agora preparando a nova versão de Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982).

p.s.: Esta semana, São Paulo vira um reduto audiovisual da Escandinávia no Brasil, com uma mostra de 12 longas-metragens inéditos feitos na região e seus arredores, em frentes na Suécia, Dinamarca, Islândia, Finlândia , Noruega e até a Groenlândia. O evento foi batizado de Festival Ponte Nórdica e acontece de 25 de agosto a 7 de setembro na Caixa Belas Artes e também na Caixa Cultural SP, tendo entre suas atrações imperdíveis a comédia dramática A Comunidade, de Thomas Vinterberg, que ganhou o prêmio de melhor atriz (dado a Trine Dyrholm) no Festival de Berlim, em fevereiro. O filmaço de Vinterbeg estreia aqui em 1º de setembro.

p.s.2: Não é só o povo escandinavo que terá destaque nas telas paulistanas. A Itália também, com a diferença de ganhar circuito em mais seis cidades do Brasil. De 25 a 31 de agosto, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis vão acolher a 8 ½ Festa do Cinema Italiano, em salas como o Espaço Itaú. Serão exibidos sete longas inéditos, a começar por Loucas de Alegria (La Pazza Gioia), de Paolo Virzì, um dos maiores sucessos da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes deste ano. O pacote de atrações inclui um filme de super-herói ambientado em Roma – Meu Nome é Jeeg Robot – e um cult nunca lançado aqui As Consequências do Amor (2004), de Paolo Sorrentino.

 

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