Paul Verhoeven é coroado no Globo de Ouro

Paul Verhoeven é coroado no Globo de Ouro

Rodrigo Fonseca

09 Janeiro 2017 | 01h19

Diretor recebe o prêmio da HFPA por

Diretor holandês recebe o prêmio da HFPA por “Elle”: thriller polêmico

RODRIGO FONSECA

Momento de maior emoção da festa do Globo de Ouro 2017, a vitória de Elle na luta pelo prêmio de melhor filme estrangeiro foi a coroação máxima do cinema de autor por simbolizar o reconhecimento (ainda que tardio) de um mestre da direção: Paul Verhoeven. Ele venceu por um dos filmes europeus mais aclamados e polêmicos do ano passado, indicado à Palma de Ouro em Cannes e incensado pela crítica pelo planeta adentro por sua carpintaria narrativa. Revelação do Novo Cinema Holandês dos anos 1970, Verhoeven foi importado por Hollywood na década de 1980, quando rodou sucessos como RoboCop: O Policial do Futuro (1987) e O Vingador do Futuro (1990). Mas sua carreira na América degringolou com o fracasso de Showgirls (1995).

 

“A Realidade se constitui como uma forma de dramaturgia capaz de comportar medo, suspense, humor e até fantasia, de uma só vez, numa mistura concreta, cínica e, às vezes, prazerosa, muito parecida com aquilo que eu perseguia em meus filmes feitos em Hollywood”, disse o cineasta ao P de Pop em Cannes.

Isabelle Huppert no premiado longa

Isabelle Huppert no premiado longa

Mês que vem, Verhoeven vai presidir o júri do 67º Festival de Berlim (9 a 19 de fevereiro), cuja direção, chefiada por Dieter Kosslick, definiu o cineasta de 78 anos como um “artista multifacetado que trabalhou numa variedade de gêneros em Hollywood e na Europa .“Sou um cineasta da observação, à cata de incômodo”, disse o realizador, que, na festa do Globo de Ouro, atribui a excelência de Elle à sua estrela, Isabelle Huppert, que entrou em disputa na festa pelo prêmio de melhor atriz.

Elle foi eleito o filme do ano pela Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACC-RJ) e abrirá a programação anual da instituição, no CCBB-RJ, no próximo dia 18.

 

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