Parabéns, Stallone: 71 anos de carisma

Parabéns, Stallone: 71 anos de carisma

Rodrigo Fonseca

06 de julho de 2017 | 13h06

Stallone, que completa 71 anos neste 6 de julho, prepara a parte 2 de “Rota de Fuga”

RODRIGO FONSECA
Ao averiguar dados de rentabilidade comercial dos astros mais populares do cinema, em uma recente pesquisa de mercado, a Universidade do Tennessee chegou a uma estatística que aponta Sylvester Stallone como o astro de maior mobilização de bilheteria dos últimos 45 anos, pela recorrente presença dele em circuito, estrelando ou dublando cerca de dois filmes anualmente. Nesta quinta, dia 6, ele completa 71 anos, e segue imbatível – como nenhum outro de seus pares de ação – como Midas na venda de ingressos. Filmes deles que, nos EUA, têm mediana combustão incendeiam circuitos de língua estrangeira, como o da Índia, onde seu Rambo foi refilmado nos parâmetros de Bollywood. Assimilado até pela Marvel, que o escalou para viver o mercenário estelar Stakar em Guardiões da Galáxia: Volume 2, o septuagenário Sly está preparando a parte dois de Rota de Fuga (2013), chamada Escape Plan 2: Hades – o original será exibido esta noite, às 18h10, no Megapix. Ele tem ainda pela frente um thriller cômico com Jackie Chan, batizado de Ex-Baghdad. Todos querem trabalhar com ele não só pelas cifras populdas em torno de seu carisma, mas pela mobilização afetiva de Hollywood que ele alcançou ao ganhar o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante pelo papel de Rocky Balboa em Creed: Nascido Para Lutar, que será exibido nesta quinta, às 20h, no Maxprime.   

Tiger Shroff é o Rambo da Índia: herdeiro de Sly

A fim de entender melhor a mítica do astro e sua habilidade de interferir na economia do audiovisual, a Universidade do Tennessee organizou um livro sobre ele: The Ultimate Stallone Reader – Sylvester Stallone as Star, Icon, Auteur, com artigos feitos sob curadoria do professor Chris Holmlund. Eele contou com o apoio de um corpo docente de teóricos das maiores faculdades dos EUA. O livro traz Rocky na capa, também numa forma de celebrar suas quatro décadas de existência, abordada ainda no recente documentário John G. Avildsen: King of Underdogs, de Derek Wayne Johnson, previsto para chegar ao Brasil em novembro.

Obrigatório como reflexão sobre a evolução comportamental dos gêneros, a partir do audiovisual, o livro, publicado pela Wallflower Press, começa com um mapeamento dos bilhões que Stallone rendeu para os estúdios americanos, seja em fenômenos como a franquia Rocky quanto em produções de menor rentabilidade (mas marcadas pela adoração popular) como Falcão, o Campeão dos Campeões (Over The Top, de 1987). Orçado em US$ 35 milhões, Creed arrecadou US$ 172 milhões na venda de ingressos. Na comparação com os demais astros de ação, Holmlund mostra que, diferentemente de Schwarzenegger ou Bruce Willis, que apenas atuam, Sly sobressaiu-se em outros terrenos, produzindo, escrevendo e dirigindo. Os professores apontam o fato de que foram raríssimos os atores, em toda a História do Cinema, que conseguiram emplacar DOIS personagens icônicos e míticos, como Stallone conseguiu com Balboa e Rambo.

“Creed”: Globo de Ouro de coadjuvante

Quando recebeu o Globo de Ouro por Creed, ele chamou Rocky de seu “amigo imaginário”, referindo-se a ele como “o melhor amigo que alguém poderia ter”. De uma certa forma, Rocky virou o amigo imaginário de todos nós. Longa vida a essa amizade. Feliz aniversário, amigo.