Os embalos da era disco ganham tribuna de honra em mostra de cinema

Os embalos da era disco ganham tribuna de honra em mostra de cinema

Rodrigo Fonseca

16 de junho de 2016 | 13h05

“Os Embalos de Sábado à Noite”: cinema social

Tá cheio de gente no cinema brasileiro de olho (doido para filmar) em um romance-reportagem indispensável para se entender a realidade da noite carioca dos anos 1970: A Primeira e Única New York City: a Discoteca Que Iniciou a Era Disco no Brasil, de Mario Abbade e Celso Rodrigues Ferreira Junior. Este livraço, sobre a criação da primeira discoteca nacional alinhada com a night fever dos bailarinos de calça boca de sino, deixou em Abbade a centelha para ampliar o estudo daquele período e daquele modismo musical também para o cinema, realizando a mostra Disco Week, centrada neste fim de semana no Rio de Janeiro. O evento une telas da Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM-RJ) e da rede Cine Joia (em Copacabana e em Jacarepaguá) com cults internacionais. Saem da gaveta pérolas como Até Que Enfim é Sexta-feira (1978), com a cantora Donna Summer, e Sábado Alucinante (1979), filmado por Claudio Cunha com base em um roteiro de Benedito Ruy Barbosa e Carlos Imperial. Amanhã, o Joia da Zona Oeste recebe Os Embalos de Sábado à Noite (1977), com o jovem John Travolta em grande estilo, no papel de Tony Manero. É uma retrospectiva essencial para a compreensão da disco como movimento cultural.

p.s.: Filme obrigatório para se entender os sintomas de exclusão da América Latina, Paulina, de Santiago Mitre, vai ser tema de debate neste sábado, 10h, no Estação Botafogo 1, com a cineasta Katia Lund, a filósofa Marcia tiburi, a roteirista Renata Correa e a gestora cultural Carla Branco.

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