Orlando Senna e seus (urgentes) Brasis

Orlando Senna e seus (urgentes) Brasis

Rodrigo Fonseca

12 de setembro de 2020 | 11h25

Orlando Senna pilota “Idade da Água”, hoje na plataforma Amazon Prime

Rodrigo Fonseca
Zapeando o catálogo dos streamings à cata de brasilidades, após uma injeção de inquietude com Caetano Veloso em “Narciso em Férias” (no Globoplay), a gente esbarra com uma pepita aqui, outra acolá, como é o caso de “Idade da Água”, hoje na Amazon Prime, oferecendo uma vitrine nobre a Orlando Senna. Que alegria é ver o mais marcante o nome da Secretaria do Audiovisual (SaV) do governo Lula em plena atividade como realizador, aos 80 anos, aplicando suas angústias em relação aos conformismos políticos do Presente em prol da ecologia e das civilizações indígenas deste país continental. Distribuído pela Circular Media de Nicólas Valdés e produzido pela HL, de Julie Tseng e Hermes Leal (os responsáveis pela “Revista de Cinema”), o novo longa-metragem do realizador de “A Construção da Morte” (1969) é um alerta sobre a questão da escassez das reservas hídricas do planeta e sobre a cobiça internacional pela Amazônia, o maior reservatório de água doce do planeta. Além de concentrar 20% da água potável do mundo, a Amazônia é a região com maior possibilidade de manter seus mananciais nas próximas décadas, graças à umidade da floresta. Num trabalho de investigação editado nas raias da delicadeza, Senna dá voz a diferentes experiências afetivas da erosão dos recursos naturais e das vivências do verde. A cantora Gaby Amarantos e a atriz Dira Paes agregam suas vivências ao projeto.
Outra produção da HL que o Amazon Prime selecionou foi o seriado “Amazon Fashion”, que retrata a moda sustentável na Região Norte.

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