Open Air volta aditivado ao Rio: uma seleção possível

Open Air volta aditivado ao Rio: uma seleção possível

Rodrigo Fonseca

26 Abril 2017 | 11h47

7 Shell Open Air

RODRIGO FONSECA
Vai ter Open Air de novo, o que é sempre motivo de festa cinéfila. O maior cinema ao ar livre do mundo passou por mais uma (bem-vinda) plástica e agora, em 2017, passa a se chamar Shell Open Air, tomando a Marina da Glória entre os dias 7 e 25 de junho, com uma seleta de filmes e show. E, no fim do ano, o evento – com realização é da D+3 Produções – chega a São Paulo. A questão central é saber o que vamos ver lá. E, já que a produção não divulgou o cardápio ainda, deixo aqui sugestões que poderiam dar uma inflamada naquela telona GG:

a) Para animar a noite carioca, deveria ser exibido Akira (1988), de Katsuhiro Otomo: HQ mais cultuada entre os mangás editados no Brasil nos anos 1990, a saga de Kaneda Vs. Tetsuo merece uma revisão crítica às vésperas de seu 30º aniversário.

b) Os 50 anos de Terra em Transe: Por que não aproveitar a efeméride do maior filme feito neste país e fazer uma noite de tropicália, com Tom Zé?

c) Tributo a Kubrick com seus dois filmes de guerra: Glória Feita de Sangue (1957) e Nascido para Matar (1987), dando destaque para seu mergulho nas trincheiras da Europa e nas selvas perfumadas a napalm do Vietnã.

d) Os Trapalhões nas Minas do Rei Salomão levou 5,7 milhões de espectadores aos cinemas em 1977. Passaram-se 40 anos de sua estreia, mas os fãs de ontem continuam fiéis a este marco do humor e da aventura. E, quem não viu, deveria conhecer a estética de B. Tanko.

e) Como é inconcebível a ausência de Brian De Palma dos cinemas, visitar de novo seu momento mais clássico, Os Intocáveis, em seu 30º aniversário, é uma forma de repensar a importância desse mestre da narrativa.

E falando de estreias, uma vez que a discussão da cultura trans tem sido tão essencial, por que não dar espaço ao drama chileno Una Mujer Fantástica, hit do Festival de Berlim? Daniela Vega tem uma atuação seminal no longa de Sebastián Lelio sobre uma cantora transsexual. Ganhou o prêmio de melhor roteiro no evento alemão, além do troféu LGBT Teddy.