Omar Sy, James Franco e Claudio Assis nas apostas pra Berlinale 2018

Omar Sy, James Franco e Claudio Assis nas apostas pra Berlinale 2018

Rodrigo Fonseca

25 de novembro de 2017 | 13h04

Natalie Portman manda bala pra todo lado em “Annihilation”, do inglês Alex Garland: aposta pro Urso de Ouro

Rodrigo Fonseca
Dono de um formalismo seco, o cineasta francês Benoît Jacquot finaliza agora um longa-metragem de tintas de mistério com Isabelle Huppert, chamado Eva, de olho numa vaga na Berlinale 2018. E não é o único. Comenta-se por todo canto na imprensa europeia que o brasileiro José Padilha fecha a edição do thriller Entebbe no prazo para competir pelo Urso de Ouro. Comentários igualmente polpudos cercam Fahrenheit 11/9, .doc do americano Michael Moore sobre a Era Trump. Fala-se até no regresso de Neil Jordan, polemista irlandês que nos de Traídos Pelo Desejo (1992), de volta agora com The Widow, estrelado por Chloë Grace Moretz. E tem mais realizadores de cacife salivando pela láurea alemã. Uma nova leva de longas-metragens pilotados por realizadores autorais desponta no horizonte de especulações acerca do cardápio do 68º Festival de Berlim (15 a 25 de fevereiro), embora a direção do evento não tenha batido o martelo sobre nada. A única certeza é a escolha do diretor alemão Tom Tykwer como presidente do júri. Mas no terreno das probabilidades, os filmes que despontam como potenciais atrações para a disputa cinematográfica germânica são:

Omar Sy, o “intocável” da França, estrela “Belleville Cop”, comédia antropológica

  1. a) Nafas, drama da indiana Mira Nair;
  2. b) o esperado thriller de tons fantásticos Annihilation, do inglês Alex Garland, mesmo do cult Ex Machina: Instinto Artificial (2014);
  3. c) The Long Home ou Zeroville, dois trabalhos recentes do polífico ator James Franco no posto de realizador;
  4. d) o musical A Hora do Monstro, do filipino Lav Diaz;
  5. e) She Came to Me, da americana Rebecca Miller, com Nicole Kidman e Steve Carell;
  6. f) Ten Years Thailand, de Apichatpong Weerasethakul;
  7. g) Belleville Cop, comédia do franco-argelino Rachid Bouchareb concebida para dar a Omar Sy um prêmio internacional capaz de fazer jus à sua popularidade;
  8. h) The Kindergarten Teatcher, de Sara Colangelo, que, segundo apostas, traz o melhor desempenho de Maggie Gyllenhaaal (jurada da Berlinale em 2017), no papel de uma normalista obcecada por um de seus pimpolhos;
  9. i) Viena and the Fantomes, do mexicano Gerardo Naranjo;
  10. j) Ladies in Black, uma dramédia do australiano Bruce Beresford com a inglesa Julia Ormond.

“Fahrenheit 11/9”: .doc contra Trump

Entre as opções brasileiras para a Berlinale, especula-se sobre a presença de Piedade, de Cláudio Assis; de Praça Paris, de Lucia Murat; de O Juízo, drama com tintas de horror de Andrucha Waddington; de Unicórnio, de Eduardo Nunes; e do documentário de Petra Costa sobre o impeachment de Dilma Rousseff.

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