Obrigado, Tio Maneco, pela fantasia

Obrigado, Tio Maneco, pela fantasia

Rodrigo Fonseca

04 de maio de 2020 | 18h19

Rodrigo Fonseca
Perdemos neste 4 de maio um professor de fantasia: o ator e cineasta Flavio Migliaccio, o eterno Tio Maneco, que foi encontrado morto, aos 85 anos, em sua casa na Serra do Sambê, em Rio Bonito, no Rio de Janeiro. Imortalizado no imaginário infantil a pele de um herói doidivanas, o Maneco, em filmes e série de TV, Flávio deixou uma carta de despedida, carregada de desamparo em relação à realidade de sua pátria. “Eu tive a impressão que foram 85 anos jogados fora num país como este. E com esse tipo de gente que acabei encontrando. Cuidem das crianças de hoje”, escreveu ele, que ganhou uma legião de fãs, na TV, ao lado de Paulo José, com o seriado infantil ‘Shazan, Xerife & Cia”, implementando sua fama nas novelas que fez na TV Globo.

A mais recente foi ‘Órfãos da Terra’, no ano passado. Ele também atuou no seriado ‘Tapas e Beijos’, com Andréa Beltrão e Fernanda Torres, tendo sido visto recentemente no elenco de “As jovens polacas”. No cinema, ele dirigiu sete filmes, sendo o mais refinado deles “Os Mendigos”, de 1963, que trazia o realizador Ruy Guerra como ator. Dirigiu ainda Renato Aragão em “Os Trapalhões na Terra dos Monstros” (1989), quando se despediu da prática da direção. Como ator, esteve em clássicos como “Todas as mulheres do mundo” (1966), “Terra em Transe” (1967) e “O Homem Que Comprou o Mundo” (1968), uma das raras ficções pilotadas pelo documentarista Eduardo Coutinho. Em 2014, ele recebeu o troféu Oscarito, em Gramado, pelo conjunto de seus feitos na telona.

Tudo o que sabemos sobre:

Tio ManecoFlávio MigliaccioOs Mendigos

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.